“Para Minha Amada Morta” é o longa do terceiro dia de Festival de Brasília
Filme de Aly Muritiba narra o drama de um viúvo ante as memórias da esposa morta
atualizado
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Depois de exibir, na quinta (17/9), o curta “Tarântula”, o cineasta baiano, radicado em Curitiba, Aly Muritiba volta à tela do Cine Brasília com o longa-metragem “Para Minha Amada Morta” (PR, foto). Selecionada para a mostra Horizontes Latinos do Festival de San Sebástian (Espanha) e vencedora do prêmio Zenith de Prata (Festival de Cinema Mundial de Montreal), a produção tem forte carga dramática.
Fernando, interpretado por Fernando Alves Pinto, é um viúvo que cuida do filho único, Daniel. Todas as noites, ele arruma as coisas da esposa morta na tentativa de manter viva a memória dela. Certo dia, o protagonista encontra uma fita VHS que transformará a pacata rotina. Além de Alves Pinto, o elenco tem Mayana Neiva, Michelle Pucci e Lourinelson Vladmir.Em busca de identidades
“Cidade Nova” (CE/DF), de Diego Hoefel, é o primeiro curta da noite. Responsável pela direção e pelo roteiro, Hoefel apresenta a história de João (o ator brasiliense João Campos), um homem que tenta voltar para a cidade onde nasceu, mas descobre que ela já não existe. De certa forma, a produção tem uma conexão com a vida pessoal do cineasta. Nascido em Porto Alegre (RS), o diretor estudou no Rio de Janeiro e, hoje, é professor do curso de Cinema e Audiovisual na Universidade Federal do Ceará (UFC).
Além de “Rapsódia para o Homem Negro”, exibido na quinta (17/9), o estado de Minas Gerais é representado por outros dois curtas: “Quintal” (com sessão sábado, 19/9) e “Copyleft”, segundo curta-metragem da noite de sexta (18/9). A ficção de Rodrigo Carneiro é extremamente atual ao mostrar a crise de um jovem obcecado em buscar uma identidade heteronormativa. Ao ser confrontado com uma imagem que não o representa, Pedro (André Nakau) acaba sofrendo violências físicas e simbólicas. O elenco também conta com Elke Maravilha.
Assista ao trailer de “Copyleft”:
