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Cinema

Eddie Redmayne vive a primeira mulher transgênero em "A Garota Dinamarquesa"

Drama indicado a quatro estatuetas do Oscar, filme dirigido por Tom Hooper narra a transformação de um pintor dinamarquês em Lili Elbe, no começo do século 20

16/02/2016 05:03, atualizado 16/02/2016 06:12
Divulgação
Eddie Redmayne vive a primeira mulher transgênero em “A Garota Dinamarquesa”

Einar Mogens Wegener (Eddie Redmayne) é um pintor dinamarquês casado com Gerda (Alicia Vikander), também artista plástica. Eles levam uma vida tranquila e divertida até o dia que Gerda, sem uma modelo para posar, pede que o marido use uma roupa de bailarina. Ela termina o quadro mas, a partir dali, vê a transformação do companheiro, que passa a assumir a identidade feminina.

A mudança é processo delicado tanto para Gerda quanto Einar, que passa a se chamar Lili Elbe. A aceitação, os preconceitos, os desafios. Tudo está em “A Garota Dinamarquesa”, filme baseado em fatos reais, que narra a trajetória da primeira mulher transexual a submeter-se a uma cirurgia genital.

O longa do diretor Tom Hooper (“Os Miseráveis”) carrega a mão no sentimentalismo, compensado pela delicadeza com o qual o filme é tratado. São duas faces da mesma moeda para falar da transexualidade, assunto cercado de preconceitos e de falta de informação, até hoje.

E, sem dúvida, o melhor do longa são os protagonistas Eddie Redmayne (“A Teoria de Tudo”) e Alicia Vikander (“Ex-Machina: Instinto Artificial”). Ambos são talentosos e capazes de levar o texto com uma naturalidade impressionante.

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Avaliação: Bom

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