Crítica: “Ratchet e Clank” é uma desastrosa adaptação de videogame
Versão do jogo de PlayStation para os cinemas narra as aventuras de dois pequenos personagens que participam do futuro da galáxia
atualizado
Compartilhar notícia

Quando os games tentam dar um salto cinematográfico, os resultados costumam ser desastrosos. Não é diferente com “Heróis da Galáxia”. Produtora do jogo, a Insomniac Games seguiu à risca a tendência de outros estúdios e decidiu remasterizar “Ratchet e Clank” (2002), originalmente lançado no PlayStation 2, para os usuários do PlayStation 4. A estratégia vende quase que um “produto casado” com a estreia do filme.
Com uma animação que parece primária se comparada a qualquer filme Disney (“Zootopia”) ou DreamWorks (“Como Treinar o Seu Dragão”), “Heróis da Galáxia” mistura referências de “Star Wars” e “Star Trek” para contar uma historinha das mais batidas sobre heróis e vilões galácticos. Para conquistar os fãs do game, o longa-metragem propõe uma história de origem sobre Ratchet.
Uma longa vinheta de videogame
Mecânico de uma raça que parece misturar genes de raposas e gatos, Ratchet sonha em um dia participar do esquadrão de Vigilantes da Galáxia. Quando um político e um cientista louco passam a destruir planetas inteiros para construir um corpo celeste perfeito, os heróis garimpam o cosmos em busca de um quinto integrante.
Após achar o robô Clank num acidente de meteoro, Ratchet junta-se à equipe por acaso, ao conter um batalhão de ciborgues do mal. Se os traços genéricos da animação não convencem, a insistência em empilhar piadinhas autoirônicas e espertas torna o filme ainda mais restrito aos adeptos do game – se é que eles próprios entrarão na onda.
“Heróis da Galáxia” funciona como uma daquelas dispensáveis vinhetas que intercalam fases de um jogo. Só que, aqui, ela dura longos e penosos 94 minutos.
Avaliação: Ruim
