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“Jovens, Loucos e Mais Rebeldes” volta ao ano de 1980 para narrar as farras, os sentimentos e os sonhos de um grupo de jogadores universitários de beisebol. O diretor texano Richard Linklater, especialista em criar crônicas atemporais sobre a juventude, classificou o filme como “sequência espiritual” de “Jovens, Loucos e Rebeldes” (1993) e de “Boyhood” (2014). Faz sentido.

O novo trabalho do autor da trilogia “Antes do Amanhecer” (1995), “Antes do Pôr-do-Sol” (2004) e “Antes da Meia-Noite” (2013) encontra um charme irresistível nesse interlúdio entre o ensino médio e a ida à universidade. Literalmente, já que Linklater segue seus personagens (de calouros a veteranos) nos dias que antecedem o começo das aulas.

“Jovens, Loucos e Rebeldes”, ambientado em 1976, registra o último dia de amigos, desafetos e romances no ensino médio. O ambicioso “Boyhood” (2014) conta a história de um garoto da infância à juventude. Linklater filmou ao longo de mais uma década e com o mesmo ator, parando as gravações para rodar outros projetos.

Linklater, o cronista da juventude
Sempre generoso com seus personagens, Linklater tenta humanizar os tipos esportistas, geralmente retratados como fortões opressores e imbecis na maioria das comédias. Mas o texano, claro, vai além da nostalgia e da hagiografia geracionais.

À vontade, sem um roteiro necessariamente amarrado por começo, meio e fim, o diretor parece mais interessado em atmosfera e gestos do que em historinha ou conflitos.O filme se desenrola em bebedeiras, idas a festas de sons distintos (disco, country, punk) e conversas regadas a drogas, álcool, Van Halen, Pink Floyd e filosofia popular.

“Jovens, Loucos e Mais Rebeldes” é o tipo de comédia que só Linklater consegue fazer. Passa longe de endossar ou julgar seus personagens e condensa uma crônica humanista sobre a juventude.

Avaliação: Ótimo

Veja horários e salas de “Jovens, Loucos e Mais Rebeldes”.

 

 

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