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As férias estão acabando, então corra e aproveite essa animação descolada dos mesmos criadores dos politicamente incorretos: “Meu Malvado Favorito”, “Minions” e “Pets – A Vida Secreta dos Bichos”. Com direção de Garth Jennings, “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”, é um filme sobre esperança, perseverança e fé. Sobretudo confiança em si mesmo.

Na trama, o Coala Buster Moon é um sonhador. Meio atrapalhado à frente de um teatro falido construído pelo pai, ele planeja reerguer os negócios e manter a honra da família intacta. Para tanto, cria uma competição de calouros que arrasta milhares de candidatos após um erro de valor na premiação.

Pronto. Está armada a confusão em que personagens bizarros e à margem do sistema surgem em situações desastrosas ou perigosas.

Um deles é o gorila Johnny (Fiuk), que se inscreve no concurso com a intenção de fugir da criminalidade na gangue barra pesada do pai. A outra é a porquinha charmosa Rosita (Mariana Ximenes), cansada da labuta diária de dona de casa. Ele espanta os males cantando Sam Smith. Ela esquece a correria do lar mandando ver Taylor Swift.

Clássico + contemporâneo
Claro, como o título elucida, o grande lance de “Sing” são as músicas bacanas que embalam a trama do começo ao fim. Logo nos primeiros minutos da fita, o espectador é fisgado por uma versão apaixonante de “Golden Slumbers”, dos Beatles, a clássica faixa do disco “Abbey Road”.

Também diretor de clipes pra bandas como Radiohead e R.E.M., Garth Jennings amarra com eficiência sucessos que marcaram época com o que há de novo na pista. Assim, vai com desenvoltura de Leonard Cohen a Lady Gaga. Passando por Cat Stevens, Queen, Ariana Grande, Nicki Minaj e outras estrelas do pop contemporâneo.

Não há jeito mais divertido e empolgante de apresentar à garotada os hits do passado e fazer os pais ouvirem o que está rolando de bom no momento. O resultado é tão divertido que nem lembramos do roteiro apático do filme.

Avaliação: Bom

Veja horários e salas de “Sing”.

 

 

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