*
 

“Elis” repassa carreira e vida de Elis Regina com a pressa de um especial televisivo. Infelizmente, trata-se de mais uma cinebiografia de artista nacional que reduz o talento a uma imitação bem feita, correta. Um filme que dribla os cantos escuros da história pessoal da cantora em prol de uma encenação histérica e ultrainformativa.

Andreia Horta entrega uma interpretação dedicada e esforçada. Registra gestos físicos, contornos emocionais, a movimentação da artista no palco, seu jeito de dar entrevistas e de se comunicar com pessoas próximas.

Biografia chapa branca sobre personagem complexa
Mas qualquer tentativa de entender a alma atribulada e criativa da cantora parece sufocada pela narrativa esquemática do diretor Hugo Prata. “Elis” basicamente pula de elipse em elipse, do anonimato à fama, e repousa de maneira breve em episódios importantes da vida da cantora.

O relacionamento com Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado), as polêmicas com a classe artística e os militares, a fase “Falso Brilhante” com o pianista César Mariano (Caco Ciocler), a autodestruição nos anos 1980.

“Elis” acumula fatos e informações, mas mal consegue tocar a sombra de uma persona tão vibrante quanto intempestiva. Mais uma cinebiografia que pode ser confundida com hagiografia, apesar dos louváveis esforços de Andreia Horta e do final gratuitamente apelativo.

Avaliação: Regular

Veja horários e salas de “Elis”.

 

 

COMENTE

Música BrasileiraMPBElis ReginaAndréia HortaHugo Pratalúcio mauro filhofilme elismúsica popular brasileira
comunicar erro à redação