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Os servidores da Secretaria de Saúde ameaçam não trabalhar neste sábado (24/9), Dia D da Multivacinação. Segundo a categoria, a pasta alterou a forma de compensação pelo trabalho extra. Antes, os funcionários eram compensados com folgas dobradas. Agora, o governo anunciou que pretende pagar com hora-extra ou com folga proporcional ao tempo trabalhado. O problema, de acordo com o SindSaúde, sindicato que representa os trabalhadores, é que as horas-extras estão atrasadas desde maio deste ano.

A secretaria explica que tomou a decisão de alterar a regra em função de ter sido questionada pelos órgãos de controle sobre a inexistência de um instrumento jurídico que regule a compensação. “O secretário precisa se decidir se é médico ou advogado! A Saúde não pode esperar ele determinar como tratará a vida. Enquanto o profissional  de saúde pensa na urgência, o advogado pensa nas consequências legais”, ressalta a presidente do sindicato Marli Rodrigues.

Reprodução

Circular datada de 22 de abril de 2016

 

Segundo informou a Secretaria de Saúde, o Distrito Federal manterá 106 postos de vacinação abertos, das 8h às 17h. Na ocasião, serão imunizadas crianças e jovens de 0 a 19 anos.

Neste ano, a capital do país recebeu 330 mil doses de vacina do Ministério da Saúde, o que representa 10% a mais do que a vacinação total do ano passado. Serão oferecidos 14 tipos de vacinas para crianças e outros cinco tipos voltados para adolescentes, como a que protege contra o HPV.

O subsecretário de Vigilância à Saúde, Tiago Coelho, disse ao Metrópoles que aposta na participação dos servidores na campanha neste sábado.

Os funcionários são os pilares do SUS. E temos certeza de que eles não se furtarão ao compromisso, à doação. Eles são responsáveis pelo êxito de nossas campanhas."
Tiago Coelho, subsecretário

Coelho explicou que não há risco de atraso no pagamento da hora-extra, uma vez que, neste caso, o rito é diferente das demais situações. Como exemplo, citou a vacinação contra HPV, em julho, com o pagamento feito em setembro. Segundo o subsecretário, não há previsão de punição dos servidores faltosos.

Ele alertou para a importância do campanha, lembrando que elas foram suspensas por alguns anos, o que acabou acarretando o retorno de doenças como o sarampo, caxumba e coqueluche.

 

 

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