GDF apresenta sala de controle e combate ao Aedes aegypti. Objetivo é ter maior eficiência na luta contra o mosquito

Representantes do governo local garantem que todas as tecnologias disponíveis são utilizadas contra o mosquito. Casos de dengue dispararam no DF em 2016

atualizado

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1 de 1 sala aedes - Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Depois da explosão de casos de microcefalia no país e da confirmação de duas grávidas contaminadas pelo zika vírus no DF, a saúde está em alerta. Em sua mais recente medida para tentar combater o mosquito — que, além do zika, transmite dengue e chikungunya —, o Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou, na manhã desta segunda-feira (25/1), a Sala Distrital de Comando e Controle para Combate ao Mosquito Aedes aegypti. O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, estiveram presentes.

Em operação desde meados de dezembro, o espaço foi o primeiro do país a ter condições de abastecer o Ministério da Saúde com informações atualizadas sobre a dengue, a chikungunya e o zika vírus. No local, funcionários de órgãos do GDF monitoram e compilam informações a respeito das doenças — bem como o número de casas visitadas, casos notificados e registrados. São 11 monitores e diversos quadros dedicados ao mapeamento de regiões de maior risco.

“O Aedes aegypti está sendo combatido em todas as frentes conhecidas na cidade. Tudo o que existe disponível no quesito de tecnologias para o extermínio está sendo utilizado”, disse o secretário de Saúde do DF, Fábio Gondim.

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O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) e o ministro da Saúde, Marcelo Castro *Rafaela Felicciano/Metrópoles**

No entanto, o ministro reconhece que a batalha está longe de acabar. “O mais importante é não deixar que o mosquito nasça. Só conseguiremos dormir tranquilos quando tivermos vacinas prontas para as doenças. E sabemos que, em um cenário otimista, isso pode levar de 3 a 5 anos”, afirmou Castro. “É algo de extrema responsabilidade e sabemos que seremos cobrados se não ganharmos essa batalha”.

Força-tarefa
No fim do ano passado, o governo local lançou uma força-tarefa de combate ao vetor. Desde então, foram visitadas 107.480 residências em todo o Distrito Federal. Delas, os agentes fiscalizadores conseguiram inspecionar 87.043 e encontraram 1.412 focos de mosquito.

Entre as casas visitadas, 19.216 estavam fechadas ou recusaram a entrada dos agentes. “Tivemos um contra-tempo com a nova edição do alvará que nos permite entrar nas residências fechadas e nas que recusaram a visita, mas agora ele já está em pleno funcionamento”, afirmou Ailton Domício, chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias.

O governador Rodrigo Rollemberg demonstrou contentamento com os resultados da operação, uma vez que o DF foi uma das poucas unidades da Federação que reduziu os casos de dengue em 2015. Questionado sobre a explosão de ocorrências este ano, o governador afirmou que a vigilância foi redobrada na capital.

“Em janeiro tivemos uma alta por conta da grande quantidade de chuva registrada no DF, já que há mais probabilidade de a água se acumular”, justificou. Ele garantiu ainda que está em contato com prefeitos do Entorno para que a mobilização seja em toda a região.

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Gestantes
As recomendações do ministério e da Secretaria de Saúde para as grávidas têm sido medidas de proteção individual. Segundo Ailton Domício, a orientação é que elas minimizem o máximo possível a exposição ao mosquito. “Estamos em alerta máximo com relação ao que pode ocorrer a partir da picada do Aedes. Portanto, a recomendação é que elas usem roupas longas e passem repelente na parte do corpo de fica exposta”, explica.

“Estamos colhendo informações com relação às grávidas que realizam o pré-natal ainda no primeiro trimestre de gestação para intensificar as ações de combate nas proximidades de maior incidência de contaminação e minimizar todos os riscos”, diz Domício.

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