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O presidente interino da Câmara Legislativa, deputado distrital Juarezão (PSB), anunciou oficialmente na tarde desta quarta-feira (28/9) o sobrestamento do processo dos parlamentares investigados pela Operação Drácon. Segundo o socialista, eles vão aguardar os desdobramentos da apuração do Ministério Publico do DF e Territórios (MPDFT).

Celina Leão e Raimundo Ribeiro (PPS), Bispo Renato (PR) e Julio Cesar (PRB) foram afastados pela Justiça da Mesa Diretora da Casa, suspeitos de estarem envolvidos em um esquema de destinação de emenda parlamentar para favorecer empresas da área de saúde.

A suspensão foi antecipada com exclusividade pela coluna Grande Angular, do Metrópoles, na manhã desta quarta. Ao todo, foram apresentados 11 pedidos de cassação dos parlamentares.

Em vez da publicação da decisão no Diário da Câmara, como deveria ocorrer, Juarezão fez apenas um comunicado público em plenário. Há dias, os distritais investigados pela Drácon tentam convencer os colegas que os substituíram na Mesa Diretora da tese de que não há elementos mínimos para a evolução dos processos por quebra de decoro parlamentar.

Argumentam que o MPDFT ainda não ofereceu denúncia, que não há condutas individualizadas e que o episódio objeto de apuração dos promotores de Justiça teria sido, na verdade, uma armadilha comandada por integrantes de grupos políticos adversários.

PT vai recorrer
No início da noite desta quarta-feira (28), o PT local anunciou que vai à Justiça recorrer contra a decisão da CLDF. O presidente regional da legenda, Roberto Policarpo, anunciou que o partido pedirá ação cautelar contra a Mesa Diretora interina para que dê andamento ao processo de cassação dos distritais.

“O que aconteceu hoje não pode ocorrer. Nós vamos, até a sexta (30), ingressar com uma ação no Tribunal de Justiça (do Distrito Federal e Territórios) para suspender a decisão do presidente Juarezão”, disse Policarpo.

 

 

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