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A regularização do condomínio Ville de Montagne, no Lago Sul, virou uma queda de braço entre moradores da região e a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). No centro da contenda estão os preços definidos pela estatal. A Terracap estipulou média de R$ 205 mil por lote para pagamentos a prazo e R$ 175 mil à vista. A população local, entretanto, está disposta a pagar, no máximo, média de R$ 150 mil.

O valor foi apresentado à Terracap em uma nova reunião feita com representantes do condomínio. A informação foi confirmada ao Metrópoles por um integrante da associação que participou do encontro. Os moradores mantêm as esperanças de baixar a cifra, uma vez que a agência ainda não fechou as portas para negociação. Outra rodada de conversa será agendada para os próximos dias.

O edital, com os preços determinados pela Terracap, está previsto para ser publicado até sexta-feira (30/6), mas pode ser adiado até que as partes cheguem a um consenso.

Um estudo técnico foi encomendado pelos moradores para contrapor os valores apresentados pela empresa. O cálculo leva em consideração as melhorias implementadas pelos condôminos na região. A ideia é sensibilizar a agência.

O problema é que, segundo a Terracap, o valor já considera as intervenções feitas pelos moradores. A agência apresentou os preços do Ville de Montagne com base no valor da terra nua, na valorização dos terrenos ao longo dos anos e também nas benfeitorias.

Hoje, o condomínio abriga cerca de 4 mil pessoas em 950 lotes. Aproximadamente 40% têm mais de uma propriedade habitacional. Nesta primeira etapa da regularização, os moradores do Trecho 1 do Setor Residencial São Bartolomeu são os primeiros a serem contemplados. A área compreende o Ville de Montagne e parte da Quadra 3 do Solar de Brasília, no Jardim Botânico.

Próximos contemplados
Na quinta-feira (29/6), começa o processo de regularização de Vicente Pires. Os primeiros moradores a serem beneficiados pelo processo de venda direta serão os do Trecho 3, que engloba cerca de 4,1 mil terrenos às margens da DF-087, próximo ao Jóquei Clube.

Após Vicente Pires, a regularização vai chegar ao Jardim Botânico — Etapa 2 (Condomínios Estância Jardim Botânico, Jardim Botânico I, Jardim Botânico IV, Jardim das Paineiras e Mirante das Paineiras), com 1.042 lotes residenciais unifamiliares.

 

A equipe do GDF tenta um acordo com a Justiça e o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) para legalizar a região formada pelos condomínios Mini-Chácaras do Lago Sul, Estância Quintas da Alvorada e Privê Morada Sul, no Altiplano Leste. De acordo com o MPDFT, parte das casas erguidas estão na Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São Bartolomeu e não existiria possibilidade de regularização.

Já a região de Arniqueiras aguarda a finalização do projeto urbanístico, que depende da liberação de autorizações do Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

Pelas regras, só pode fazer a compra direta quem não tem outro imóvel no DF. Para os que já possuem, a comercialização será feita por meio de licitação.

As unidades de uso misto, comercial ou industrial, além das desocupadas, entrarão em uma próxima fase. Somente pessoas físicas podem participar da venda direta e com apenas um lote por indivíduo. O cadastro deve ser feito pelo site da Terracap. A convocação será de um parcelamento por vez.

 

 

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