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O Supremo Tribunal Federal (STF) negou pedido feito pela defesa dos deputados distritais Celina Leão (PPS) e Cristiano Araújo (PSD) para ter acesso aos áudios feitos nos gabinetes dos parlamentares durante a Operação Drácon. A solicitação foi indeferida, nesta quinta-feira (16/3), pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Os distritais envolvidos no suposto esquema de desvios de emendas parlamentares da saúde já tinham tentado obter acesso às gravações ambientais com base na tese de que não poderiam se contrapor às acusações sem terem amplo acesso às provas colhidas pelos investigadores. Mas o pedido foi negado pelo relator do caso, o desembargador José Divino de Oliveira. Diante da recusa, Celina  e Cristiano ingressaram no STF usando do expediente da Reclamação.

Em agosto de 2016, a Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) estiveram na Câmara Legislativa por duas vezes. Eles queriam provas contra Celina Leão, Cristiano Araújo, Bispo Renato Andrade (PR), Raimundo Ribeiro (PPS) e Julio Cesar (PRB). Os distritais são acusados de participar de um esquema de corrupção envolvendo a aprovação de emendas em troca de propina.

Na primeira operação, os agentes retiraram documentos dos gabinetes dos distritais investigados pela Drácon. Na mesma ação, foram instaladas escutas ambientais nas salas dos parlamentares, em busca de evidências sobre o suposto esquema de corrupção.

A defesa dos deputados e suas assessorias foram procuradas, mas não se manifestaram até a última atualização desta reportagem. Na próxima terça-feira (21/3), o pleno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) analisa se recebe ou não as denúncias contra os cinco parlamentares investigados no âmbito da Drácon.

 

 

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