Em protesto, estudantes ocupam salas na UnB e impedem aulas
Grupo tem uma extensa pauta de reivindicação, que vai da demissão dos terceirizados à demarcação de terras indígenas e quilombolas
atualizado
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Alunos da Universidade de Brasília (UnB) ocuparam na noite de segunda-feira (14/8) o Bloco de Salas de Aula Sul, próximo ao Instituto de Ciências Sociais (ICC), conhecido como Minhocão. O movimento tem uma pauta extensa de reivindicação, que vai desde o protesto contra a demissão de servidores terceirizados, passa pela discussão do orçamento da instituição e vai até a demarcação de terras indígenas e de quilombolas.
Recados nas redes sociais pedem para que a comunidade universitária apoie a manifestação levando comida, material de higiene pessoal, colchões, colchonetes, produtos de limpeza e doações em dinheiro.
De acordo com a Secretaria de Comunicação da UnB, uma sala do prédio foi ocupada e a portaria fechada. A universidade afirma que já começou o diálogo com os alunos. O prédio conta com 42 salas de aula, seis laboratórios de informática, oito salas de tutoria e um auditório.
O protesto é do Diretório Negro. Entre os objetivos, o grupo quer dar apoio aos quilombolas que virão a Brasília para participar de ato na Praça dos Três Poderes, nesta quarta (16), às 10h, quando está prevista a análise, pelo Superior Tribunal Federal (STF), da demarcação das terras.
Redução dos terceirizados
Na semana passada, durante evento na universidade, funcionários terceirizados abordaram o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) pedindo interferência do GDF na demissão de 118 funcionários da empresa de limpeza RCA Serviços.
Alegaram que o corte de recursos do contrato em R$ 700 mil reduziria muito o tamanho da equipe, causando a dispensa de funcionários que já trabalham na universidade há décadas.
A medida passou a ser cogitada após a redução de 45% no orçamento anual da instituição, cerca de R$ 100 milhões, ordenada pelo Ministério da Educação e definida pela pasta do Planejamento. O documento previa cortes na ordem de 25% em contratos vigentes de terceirizados, que atualmente representam 75% dos gastos da universidade.














