Evento reúne jogadores de Pokémon Go no Parque da Cidade
Cerca de 200 pessoas foram ao local na manhã deste domingo (7/8) para capturar os monstrinhos virtuais que viraram febre mundial
atualizado
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Os Jogos Olímpicos Rio-2016 têm mobilizado todo o país na torcida. No entanto, um outro “esporte” também está fazendo sucesso no Brasil: a caça a Pokémons. E a capital federal não ficou de fora desta febre.
Na manhã deste domingo (7/8), cerca de 200 pessoas se reuniram no Parque da Cidade à procura dos bichinhos no jogo para smartphones Pokémon Go. O lugar, normalmente dedicado às caminhadas, corridas e passeios de bicicleta, ficou cheio com “atletas digitais”. Eles perambulavam encarando o celular e a cada monstrinho mais raro encontrado, a comemoração era a mesma de uma medalha de ouro olímpica.
Era o caso do trio formado pelo advogado Ricardo Andrade, 26 anos, que levou o afilhado Cauã Gadda, 10, e Camila Diniz, uma amiga da família, de 14 anos para a brincadeira. Eles têm procurado por pokémons desde o lançamento do jogo no Brasil, na última quarta-feira (3/8).

O adolescente Luiz Guilherme Frejat, 16 anos, aproveitou o encontro para usar o boné característico de Ash, o personagem principal do desenho Pokémon. Junto com o amigo Gabriel do Carmo, 16, ele também aproveitou o domingo para avançar no jogo. “Vimos o evento no Facebook e decidimos aparecer porque, como tem mais gente, não ficamos com medo de termos o celular roubado”, explica Gabriel.

Administradores da página Pokémon Go Brasília no Facebook, a webdesigner Larissa Magno, 24 anos, e Guilherme Cassiano, 25, estão aproveitando a febre do jogo para lucrar. No evento deste domingo, eles vendiam toucas do personagem Pikachu. “Somos fãs do desenho desde crianças e, quando soubemos do jogo, decidimos reunir o útil ao agradável”, explica Guilherme. A dupla também já pensa em novos produtos para vender nesses encontros.

Outros que aproveitaram para fazer dinheiro com o “Pokémon Go” são os ambulantes, que vendiam “pokeáguas” e “pokebolos” aos participantes.
Em tempos de Olimpíadas, Guilherme garante que tem acompanhado as disputas do Brasil por medalhas, mas reservou esta manhã para se dedicar ao outro vício. “Vim aproveitar as pokéstops que têm por aqui e além disso pegar uma vitamina D e sair de casa. Além disso, não fica bem um cara de 30 anos jogando Pokémon sozinho na rua, né? Pelo menos aqui tem outras pessoas”, brinca.
