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Não se assuste ao encontrar uma bailarina fazendo um “plié” enquanto o seu carro avança a 80km/h no Eixão. Ou um dançarino do ventre movimentando “os braços de serpente” num subsolo do Setor de Diversões. À frente deles, estão as câmeras de Jacqueline Lisboa e Renata Humann, fotógrafas que, em comum, nutrem a paixão pela dança.

 Como fotógrafa, eu me nutro e me inspiro em outras formas de arte com frequência. Acredito que entender o processo artístico de uma bailarina/dançarina e documentar essa expressão com a minha interpretação da realidade é um encontro enriquecedor"
Jacqueline Lisboa
O meu objetivo é fazer a dança contracenar com sua cidade, no caso, Brasília, monumental e, ao mesmo tempo, cheia de espaços misteriosos entre os vãos"
Renata Humann

Em seus trabalhos fotográficos, as duas promovem “duetos” entre bailarinos e a Brasília dinâmica, que se move em seu tempo de cidade. Jacqueline criou o “Eixorritimia”, projeto no qual ela leva mulheres para o palco Eixão durante a noite para bailar com a velocidade dos carros e os coloridos dos fachos de luz dos faróis e postes da via. O resultado, esteticamente, é impressionante e corajoso. Afinal, o estúdio é aquele vão entre as pistas.

Jacqueline Lisboa

Jacqueline Lisboa

Jacqueline Lisboa

Jacqueline Lisboa

O “Eixorritmia” é a soma da minha paixão por retratar mulheres, a corporeidade feminina e o urbanismo de Brasília. Esses elementos estão muito presentes no meu trabalho desde que me enveredei pela fotografia"
Jacqueline Lisboa

Historiadora de formação, Jacqueline Lisboa promove em torno do seu olhar uma plataforma diversificada de estilos da dança, a exemplo do balé clássico, dança contemporânea, hip-hop freestyle, dança cigana e o breaking. Participaram do projeto as dançarinas Aline Araújo, Carol Berçot, Etienne Figueiredo, Ingrid Kali, Isabela Alves, Letícia Kerollyn e Sandra Kelly.
Considero a dança uma das mais belas e fortes expressões humanas. Fotografar esse assunto é minha forma de valorizar o potencial social, cultural e artístico do movimento do corpo. Eu espero transmitir a beleza que eu enxergo. Afinal, vida é movimento"
Jacqueline Lisboa

Duo com a paisagem
Renata Humann fez balé desde menina e, aos 16 anos, entrou numa crise com o rigor da técnica. Apaixonada por dança, encontrou-se numa fusão entre danças étnicas e contemporâneas. Em Brasília, sente que o público ainda não descobriu a força dos bailarinos da cidade. A fotografia, outra arte amante, acabou por apontar um caminho de sensibilização.

Renata Humann

Quero muito que as pessoas fiquem diante das minhas fotos e vejam o quanto é expressiva a dança"
Renata Humann

A proposta do ensaio “Dança & Cidade” é a de criar contrastes e aproximações entre dançarinos e paisagem. Renata Humann leva, por exemplo, um dançarino de dança do ventre para um subsolo decadente e com grafites incríveis na região do Clube do Choro. Para a Praça dos Cristais, no Setor Militar Urbano, colocou uma bailarina clássica a movimentar-se de forma sinuosa e leve.

Renata Humann

É muito interessante você fotografar o bailarino e entender o seu movimento. A câmera passeia como um olho de um espectador apaixonado. Muitas vezes, percebo para onde levar a lente após um movimento. É mesmo uma união de paixões"
Renata Humann

Acompanhe os trabalhos:

Jacqueline Lisboa:

“Eixorritmia”

Instagram

Renata Humann

“Dança & Cidade”

Instagram

 

fotografiaDança
 


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