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Dos 13 presos na Operação Mister Hyde nesta quinta-feira (1º/9), cinco conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e deixaram a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao lado do Parque da Cidade, por volta da meia-noite desta sexta (2). São eles: os médicos Rogério Gomes Damasceno, Wenner Costa Catanhêde, Henry Campos e Leandro Flores, além de Mariza Martins, que seria sócia da TM Medical, uma das empresas que estariam envolvidas com a máfia das próteses.

A determinação pode causar um efeito cascata e soltar os outros envolvidos no escândalo.

 

Os presos saíram da carceragem do DPE pelos fundos e não falaram com a imprensa. Entre os que foram soltos está Rogério Damasceno, apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) como um dos líderes do esquema que, apenas em 2016, teria lesado 60 pacientes.

Suspeita-se que o grupo tentou matar uma paciente que ameaçava denunciar a quadrilha, deixando um arame de 50cm na jugular dela durante um procedimento cirúrgico. Além disso, há casos de prescrição de procedimentos desnecessários para que a quadrilha lucrasse mais com o esquema. Quanto mais materiais caros eram usados nas operações para colocação de órteses e próteses, maior era a propina recebida pelos médicos, que, segundo os investigadores, chegavam a ganhar 30% a mais que o valor pago pelos planos de saúde.

A defesa de Rogério e Wenner alega que os profissionais não precisavam ficar presos temporariamente. “A decisão de soltá-los é uma demonstração inequívoca de que a liberdade deles jamais representou risco a quem quer que fosse. São profissionais respeitados e que, tão logo tenham acesso aos autos, demonstrarão a sua completa inocência”, afirmaram os advogados Pedro Ivo Velloso e Ticiano Figueiredo.

Em seu despacho que concedeu habeas corpus para Rogério e Wenner, o desembargador João Batista Teixeira concordou com a tese dos advogados. “Entendo que os fundamentos delineados na decisão combatida não são suficientes para a sua decretação, pois o paciente é primário, sem antecedentes penais, exerce a profissão de médico e com endereço fixo em Brasília. Logo, sua liberdade, salvo melhor juízo, não ensejará risco à apuração dos fatos, tão pouco inviabilizará o seu interrogatório judicial”, escreveu, sobre Rogério, João Batista Teixeira.

Máfia das PrótesesRogério Gomes DamascenoWenner Costa Catanhêde
 


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