Cinco envolvidos na máfia das próteses são soltos
Entre os detidos na Operação Mister Hyde que conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça do DF e Territórios, estão quatro médicos e Mariza Martins, que aparece em documentos como sócia da TM Medical

Dos 13 presos na Operação Mister Hyde nesta quinta-feira (1º/9), cinco conseguiram habeas corpus no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e deixaram a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), ao lado do Parque da Cidade, por volta da meia-noite desta sexta (2). São eles: os médicos Rogério Gomes Damasceno, Wenner Costa Catanhêde, Henry Campos e Leandro Flores, além de Mariza Martins, que seria sócia da TM Medical, uma das empresas que estariam envolvidas com a máfia das próteses.
A determinação pode causar um efeito cascata e soltar os outros envolvidos no escândalo.
https://youtu.be/lVqj93ImKI4
Os presos saíram da carceragem do DPE pelos fundos e não falaram com a imprensa. Entre os que foram soltos está Rogério Damasceno, apontado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) como um dos líderes do esquema que, apenas em 2016, teria lesado 60 pacientes.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Grande Angular
Receba no seu email as notícias da coluna Grande Angular
Frequência de envio: Diário
Ver todasA defesa de Rogério e Wenner alega que os profissionais não precisavam ficar presos temporariamente. “A decisão de soltá-los é uma demonstração inequívoca de que a liberdade deles jamais representou risco a quem quer que fosse. São profissionais respeitados e que, tão logo tenham acesso aos autos, demonstrarão a sua completa inocência”, afirmaram os advogados Pedro Ivo Velloso e Ticiano Figueiredo.
Em seu despacho que concedeu habeas corpus para Rogério e Wenner, o desembargador João Batista Teixeira concordou com a tese dos advogados. “Entendo que os fundamentos delineados na decisão combatida não são suficientes para a sua decretação, pois o paciente é primário, sem antecedentes penais, exerce a profissão de médico e com endereço fixo em Brasília. Logo, sua liberdade, salvo melhor juízo, não ensejará risco à apuração dos fatos, tão pouco inviabilizará o seu interrogatório judicial”, escreveu, sobre Rogério, João Batista Teixeira.





