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Na pesquisa que faz anualmente para avaliar as condições das estradas federais, a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) analisa vários elementos para cravar se um trecho é ótimo, bom, regular ou péssimo.

Um deles, e por sinal muito importante, é a geometria da via. É aí que a CNT analisa o que influencia diretamente na segurança dos motoristas, como quantidade e largura de faixas e qualidade (ou falta) dos acostamentos.

Lembrou das lições do professor sobre as leis do movimento, das aulas de tangência? Pois é: a CNT estuda todas as características do traçado. Leva em conta curvas (ou raios de curvaturas), distâncias de visibilidade, topografia, volume de tráfego etc.

Se esses quesitos não forem adotados com competência, aumentam os acidentes e a rodovia fica obsoleta mais precocemente.

E na pesquisa feita em 2016 e divulgada recentemente, a CNT constatou que esse item tem a pior performance entre todos os elementos rodoviários avaliados: 78,4% da extensão das rodovias sob gestão do governo federal apresentaram condições que comprometem o desempenho do transporte e a segurança dos condutores.

Foto: Marcelo Pinto/A Plateia

 

Desde 2004, e lá se vão 13 anos, a geometria obteve apenas 4,9 pontos percentuais a mais em sua classificação – o que prova o descaso resolver as deficiências repetidamente apontadas.

Essas são, vale salientar, as ações mais caras – e mais complexas. Afinal, não é fácil ou barato mudar o traçado de uma rodovia (e ainda mais se ela foi mal planejada) construída há 20 ou 40 anos.

Como sabemos, houve nesse tempo aumento do fluxo de carros e até o peso bruto dos caminhões aumentou.

No geral, a pesquisa da CNT constatou que metade das rodovias federais tem deficiências (são exatos 57,3%). Mas é bom ressaltar que, de 2004 para cá, a classificação ótima ou boa para as estradas subiu de 18,7% para 42,7%.

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