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Um verdadeiro cenário de guerra. Essa é a situação na qual foi deixado o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus (AM), após a morte de 56 presos durante uma rebelião na noite de domingo (1º/1). O Metrópoles teve acesso a um vídeo que mostra como estão os corredores do presídio: corpos esquartejados, empilhados em um carrinho de compras, além de mortos colocados enfileirados nos corredores.

Nas imagens, os cadáveres dividem espaço com os outros presos, que passam por eles como se nada tivesse acontecido. Segundo o juiz da Vara de Execuções Criminais do Amazonas, Luís Carlos Valois, o episódio é uma “barbárie”. “Uma pilha de corpos, alguns esquartejados, sem braço, perna e sem cabeça, uma cena Dantesca! Nunca vi um negócio tão horrível”, disse.

Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) disse que o massacre em Manaus é uma “selvageria sem limites”. “Isso confirma que a brutalidade no sistema penitenciário brasileiro virou rotina”, disse, em nota, o presidente da OAB, Claudio Lamachia.

O processo de identificação da vítimas está ocorrendo desde as primeiras horas da manhã. As impressões digitais dos corpos foram coletadas e foi iniciado levantamento de informações com familiares dos detentos.

“O efetivo do IML e do Instituto de Criminalística está todo empregado para viabilizar em tempo hábil a liberação de todos os corpos. Estamos aguardando os resultados das impressões papilares que foram coletadas e enviadas ao Instituto de Identificação”, disse o governo do estado.

Com informações da Agência Estado

 

 

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