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Pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira (4/10) mostra que 39% da população rejeita o presidente Michel Temer, considerando o governo do peemedebista ruim ou péssimo. Levando em consideração a maneira de governar, o desempenho é pior: 55% dos entrevistados o desaprovam.

A pesquisa também aponta que 68% da população não confia em Temer, enquanto 26% confiam. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 143 municípios entre os dias 20 e 25 de setembro. O intervalo de confiança é de 95%, o que quer dizer que se a mesma pesquisa fosse realizada 100 vezes, em 95 os resultados seriam os atuais. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A parcela da população que avalia o governo de Michel Temer como ótimo ou bom oscilou um número para cima, passando de 13% para 14%. A última pesquisa que avaliou Dilma dava à petista 10%. A pesquisa mostra que 34% da população consideram o governo regular, diante de 36% em junho e 19% de Dilma, em março.

Na visão do gerente-executivo de pesquisa e competitividade da CNI, Renato da Fonseca, o que mais chamou a atenção nos números foi o percentual de 12% dos entrevistados que não souberam ou não quiseram responder.

“Isso mostra que a população ainda está conhecendo o governo Temer. Essa é a segunda avaliação e esse fenômeno (de elevado percentual que não responde a essa questão) aconteceu em outros presidentes no começo do mandato”, disse.

Esse período inicial de conhecimento deve começar a mudar em breve, quando a atual administração começar a enviar ao Congresso as reformas prometidas, como a da previdência e a que impõe um limite de gastos anuais. “Essas discussões estão chegando no Congresso. É essa a hora que a população vai começar a conhecer o governo”, destacou Fonseca.

A parcela da população que considera o governo de Michel Temer pior que o de Dilma Rousseff aumentou de 24% em junho para 31% em setembro. No mesmo período, a parcela que o considera melhor oscilou positivamente um ponto, de 23% para 24% e os que os consideram iguais caiu de 44% para 38%.

Renato da Fonseca avaliou ainda que a elevada parcela da população que avalia o governo Temer como ruim ou péssimo, que se manteve em 39%, era esperada após a efetivação dele no cargo. “Quando se efetivou o governo, aumentaram os protestos”, disse. Dessa forma, apenas quando o governo deixar a sua marca é que será possível haver variações.

Faixas
Um dos principais fatores de piora na avaliação de Temer ocorreu pela queda na avaliação positiva do seu governo entre os jovens de 16 a 24 anos. Na pesquisa anterior, 33% do grupo considerava o governo ruim ou péssimo, número que aumentou para 38%. No mesmo período, a desaprovação do governo passou de 54% para 60%.

Já a avaliação dos mais ricos com relação ao governo cresceu no mesmo período. Um total de 20% da parcela da população que recebe mais de cinco salários mínimos considera o governo bom ou ótimo e 35% aprovam o governo – a maior aprovação entre os entrevistados.

A área do governo Temer com a pior avaliação para a população é a política que mantém a taxa de juros alta, reprovada por 77% da população. Na sequência aparecem impostos (77%), saúde (72%), segurança (70%), combate ao desemprego (67%), combate à inflação (64%), combate à fome e pobreza (64%), educação (62%) e meio ambiente (56%).

Expectativa
A expectativa com relação ao futuro do governo de Michel Temer é mais positiva do que a avaliação atual do governo. Um total de 24% da população acredita que o governo será bom ou ótimo no restante do mandato presidencial, ante 14% que têm a mesma avaliação atualmente. Outros 38% têm a expectativa de que o restante da administração será ruim ou péssimo. Eram 35% em junho. Acreditam que será regular 30%, ante 32%.

 

 

 

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