Homem morre após rapaz dar mata-leão para defender a mãe no DF

Chamado de violência doméstica foi registrado pela PMDF. Ao chegarem, militares encontraram cena de homicídio

PMDF/DIVULGAÇÃOPMDF/DIVULGAÇÃO

atualizado 22/05/2019 7:59

Um episódio brutal de violência doméstica resultou na morte do agressor na noite desta terça-feira (21/05/2019), na Quadra 2 do Paranoá Parque. Segundo a Polícia Civil, um homem matou o namorado da mãe para defendê-la das agressões do companheiro.

A mulher tinha medida protetiva contra o namorado. O filho, Breno Viana Cardoso, de 21 anos, ao ver a mãe sendo agredida, deu um mata-leão em Edson Alves dos Santos, 35, que não resistiu. Breno voltava da academia quando entrou em casa e viu o homem dando duas pancadas na cabeça da mãe. Ele imobilizou o agressor e disse que o seguraria até a chegada da polícia.

“O filho o pegou pelo pescoço e o tempo todo o homem reagia, tentava se soltar e fazia ameaças. Ele tentou esmurrar o garoto, mesmo sendo segurado. O filho pediu para uma mulher sentar em cima do homem e continuou apertando. Depois, pegou um cadarço para amarrar mãos e pés, foi quando percebeu que o homem já estava roxo”, relatou Jane Klébia, delegada-chefe da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).

Quando a PM chegou ao local, encontrou Edson com os sinais vitais bastante fracos, porém vivo. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para prestar socorro, mas encontraram o agressor morto.

Mãe, filho e testemunhas foram encaminhados para a 6ª DP, que ficará responsável pelas investigações, para serem ouvidos. Em depoimento prestado à delegada, a mulher disse que os dois passaram um período separados, enquanto Edson esteve preso em virtude de condenações por violência doméstica.

“Quando ele saiu da cadeia, ela foi ao fórum e pediu a retirada da medida protetiva. Depois, reataram e a mulher voltou para a casa com o companheiro. O agressor tinha duas passagens por Maria da Penha contra ela. No Dia das Mães, inclusive, deu uma mordida na perna dela, que tem a marca até hoje”, descreve a delegada.

Segundo relato da mulher, Edson era alcoólatra e os dois teriam se desentendido nesta terça-feira (21/05/2019) porque ela pediu para que ele não consumisse bebidas na casa dela.

 

Neste 2019, o Metrópoles inicia um projeto editorial para dar visibilidade às tragédias provocadas pela violência de gênero. As histórias de todas as vítimas de feminicídio do Distrito Federal serão contadas em perfis escritos por profissionais do sexo feminino (jornalistas, fotógrafas, artistas gráficas e cinegrafistas), com o propósito de aproximar as pessoas da trajetória de vida dessas mulheres.

O Elas por Elas propõe manter em pauta, durante todo o ano, o tema da violência contra a mulher para alertar a população e as autoridades sobre as graves consequências da cultura do machismo que persiste no país.

Desde 1° de janeiro, um contador está em destaque na capa do portal para monitorar e ressaltar os casos de Maria da Penha registrados no DF. Mas nossa maior energia será despendida para humanizar as estatísticas frias, que dão uma dimensão da gravidade do problema, porém não alcançam o poder da empatia, o único capaz de interromper a indiferença diante dos pedidos de socorro de tantas brasileira.

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