Cutucar o nariz pode aumentar as chances de ter Covid, diz pesquisa

Levantamento feito com profissionais de saúde mostrou que mexer no nariz aumentou o risco de contrair o coronavírus

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Foto mostra menina com nariz tocando em vidro e homem aproximando o nariz dele
1 de 1 Foto mostra menina com nariz tocando em vidro e homem aproximando o nariz dele - Foto: Getty Images

Alguns hábitos que temos podem parecer completamente corriqueiros e seguros, mas acabar aumentando a chance de ter algumas doenças. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a comunidade científica reforçou a importância de higienizar as mãos para evitar a entrada do coronavírus no organismo quando levamos os dedos aos olhos, boca ou nariz.

Médicos e analistas de dados da Universidade de Amsterdam, na Holanda, descobriram que o hábito de cutucar o nariz, por exemplo, aumentou o risco de ter Covid-19 na primeira onda da doença.

A pesquisa foi publicada nessa quarta-feira (2/8) na revista científica Plos One. Foram analisados os históricos de saúde de 219 profissionais de saúde que trabalham em dois hospitais universitários da Holanda, observando quantos deles tiveram Covid-19 durante a primeira fase da pandemia. O levantamento mostrou que 15% dos participantes foram infectados com o coronavírus na época analisada.

Entre os que admitiram ter o hábito de cutucar o nariz (coçar ou tocar, não necessariamente enfiar o dedo na narina), inclusive acidentalmente, 17,3% teve Covid-19. Em quem não tem o hábito, a porcentagem de infectados foi de 5,9%.

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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
No Brasil, o recente aumento de casos de Covid-19 indica que estamos entrando em uma quarta onda da doença, especialmente devido à circulação de subvariantes mais transmissíveis da Ômicron
Alguns dos principais sintomas da Covid-19 em vacinados são: tosse, coriza e congestão nasal, fadiga e letargia, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre e espirros
Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os infectados são, em sua maioria, jovens. Além disso, segundo epidemiologistas da instituição, os casos não estão gerando hospitalizações, mas devem ser acompanhados
A indicação continua sendo a mesma: ao apresentar alguns dos sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para realizar o teste da doença. Outra opção é recorrer ao autoteste da Covid, que pode ser encontrado em farmácias. Em caso de resultado positivo, manter o isolamento
Mesmo em países com alta taxa de imunização, os vacinados podem ser infectados pela Covid-19. Apesar do que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam
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Mesmo em países com alta taxa de imunização, os vacinados podem ser infectados pela Covid-19. Apesar do que possa parecer, isso não significa que os imunizantes não funcionam

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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção
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Ao contrário do que muitos pensam, a vacina, na verdade, não impede a contaminação, mas diminui as chances de casos mais graves que possam levar à morte. Por isso é importante continuar tomando as doses indicadas e manter os cuidados para prevenir a infecção

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No Brasil, o recente aumento de casos de Covid-19 indica que estamos entrando em uma quarta onda da doença, especialmente devido à circulação de subvariantes mais transmissíveis da Ômicron
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No Brasil, o recente aumento de casos de Covid-19 indica que estamos entrando em uma quarta onda da doença, especialmente devido à circulação de subvariantes mais transmissíveis da Ômicron

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Alguns dos principais sintomas da Covid-19 em vacinados são: tosse, coriza e congestão nasal, fadiga e letargia, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre e espirros
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Alguns dos principais sintomas da Covid-19 em vacinados são: tosse, coriza e congestão nasal, fadiga e letargia, dor de garganta, dor de cabeça, dor muscular, febre e espirros

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Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os infectados são, em sua maioria, jovens. Além disso, segundo epidemiologistas da instituição, os casos não estão gerando hospitalizações, mas devem ser acompanhados
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Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os infectados são, em sua maioria, jovens. Além disso, segundo epidemiologistas da instituição, os casos não estão gerando hospitalizações, mas devem ser acompanhados

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A indicação continua sendo a mesma: ao apresentar alguns dos sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para realizar o teste da doença. Outra opção é recorrer ao autoteste da Covid, que pode ser encontrado em farmácias. Em caso de resultado positivo, manter o isolamento
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A indicação continua sendo a mesma: ao apresentar alguns dos sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para realizar o teste da doença. Outra opção é recorrer ao autoteste da Covid, que pode ser encontrado em farmácias. Em caso de resultado positivo, manter o isolamento

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O autoteste é um exame rápido de antígeno que pode ser feito pela própria pessoa por meio da coleta do material no nariz com cotonete. O resultado sai de 15 a 20 minutos e é indicado para quem está apresentando os primeiros sintomas da doença
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O autoteste é um exame rápido de antígeno que pode ser feito pela própria pessoa por meio da coleta do material no nariz com cotonete. O resultado sai de 15 a 20 minutos e é indicado para quem está apresentando os primeiros sintomas da doença

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Os que disseram mexer frequentemente no nariz, 80% dos entrevistados, eram em geral mais jovens (44 anos, em média) do que os que não admitiram ter o costume (53 anos).

“É importante que as pessoas estejam cientes desse risco e pensem em estratégias para evitar cutucar o nariz e prevenir infecções. Tente não tocar as narinas, especialmente no trabalho ou quando estiver em contato próximo com indivíduos que estejam com infecção do trato respiratório”, explica a médica Ayesha Lavell, uma das autoras do artigo, ao site Medical Research.

Os outros hábitos investigados — roer as unhas (33% dos entrevistados), ter barba (35% dos homens) e usar óculos (72%) — não foram associados a um aumento da incidência da Covid-19.

Os cientistas que participaram da pesquisa alertam para a necessidade de criar protocolos para educar profissionais da saúde a não tocar os narizes, especialmente durante o trabalho.

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