Caso raro: jovem de 20 anos sofre enfisema pulmonar ao se masturbar

Médicos do Cantonal Hospital, na Suíça, contam que o rapaz procurou atendimento após sofrer dor súbita no peito e falta de ar grave

atualizado 13/04/2022 16:24

Reprodução/roche.com

Um homem de 20 anos precisou ser hospitalizado após sofrer uma lesão pulmonar grave enquanto se masturbava. O caso raro foi relatado na última edição da revista Radiology Case Reports, por médicos do Cantonal Hospital, da Suíça.

O paciente – que não teve o nome revelado – procurou ajuda médica depois de sofrer uma dor súbita no peito e falta de ar grave. Quando chegou ao pronto-socorro do Cantonal Hospital, seu rosto estava inchado e era possível ouvir ruídos quando os médicos pressionavam os dedos sobre o pescoço, peito e braços dele, segundo detalha o artigo.

O rapaz, com histórico de asma leve não tratada e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), informou que o desconforto começou enquanto ele se masturbava em casa. Exames de raio-X mostraram que o rapaz tinha ar preso no mediastino, um espaço no peito entre os pulmões.

O caso foi diagnosticado como pneumomediastino espontâneo (SPM), uma condição que faz com que o ar escape dos pulmões e se aloje na caixa torácica, e enfisema subcutâneo profundo. No caso do suíço, o ar se espalhou pelo corpo, chegando ao crânio.

O paciente ficou internado durante quatro dias, sendo que passou a primeira noite na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital com os sinais vitais monitorados pelos médicos.

O pneumomediastino espontâneo é uma condição rara que acomete principalmente homens jovens, desencadeado por exercícios físicos extenuantes, tosse extremamente forte, vômito excessivo ou manobra de Valsalva.

Os médicos contaram que alguns casos semelhantes foram relatados anteriormente por pessoas que sofreram o desconforto durante o sexo, mas nunca durante a masturbação.

“Existem apenas alguns relatos de SPM relacionados à atividade sexual e não encontramos nenhum caso associado ao autoerotismo, o que torna nosso caso incomum”, escreveram os médicos.

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