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São Paulo

Governo Tarcísio diz que PM vai ser obrigado a ligar câmera corporal

Alvo de críticas, novo edital para comprar 12 mil câmeras corporais prevê que acionamento da gravação seja feito pelo próprio PM

25/05/2024 14:59, atualizado 25/05/2024 21:25
Reprodução
Imagem colorida mostra policiais militares vestidos com uniformes da corporação, camisa e boné cinzas, colete à prova de bala e câmeras corporais na altura do peito - Metrópoles

São Paulo – O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) divulgou um comunicado, neste sábado (25/5), em que afirma que o policial militar (PM) vai ser obrigado a ligar a câmera corporal quando for atender uma ocorrência em São Paulo.

O novo edital lançado pela gestão Tarcísio para compra de 12 mil equipamentos para a PM, nesta semana, prevê que o próprio policial acione o início da gravação da câmera. A medida, no entanto, foi alvo de críticas já que poderia permitir que ilegalidades deixassem de ser registradas.

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Já no comunicado, o governo paulista diz que o acionamento da câmera é “obrigatório e deverá ser feito pelo próprio policial ao iniciar uma ocorrência”. “Caso, por qualquer motivo, este acionamento não ocorra, o agente responsável pelo despacho da ocorrência no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) acionará a gravação remotamente”, afirma.

Informar qualquer ocorrência ao Copom é um procedimento operacional obrigatório na PM.

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“Qualquer desvio dessas normas resultará em penalidades ao policial, que seguirão todos os ritos de investigação e eventual punição estabelecidos pela corporação para os casos de desvio de conduta”, diz o comunicado.
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Câmeras corporais podem ser acionadas pelos próprios militares
Câmeras corporais PM SP
Câmeras corporais PM SP
Câmera corporal em farda de policial militar
Tarcísio de Freitas em solenidade no 1º Batalhão de Polícia de Choque de SP
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Tarcísio de Freitas em solenidade no 1º Batalhão de Polícia de Choque de SP

Divulgação/ Francisco Cepeda / Governo de SP
Câmeras corporais podem ser acionadas pelos próprios militares
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Câmeras corporais podem ser acionadas pelos próprios militares

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Câmeras corporais PM SP
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Câmeras corporais PM SP

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Câmera corporal em farda de policial militar
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Câmera corporal em farda de policial militar

Divulgação/PMSP

Gravação

Hoje, o sistema de câmeras corporais da PM grava de forma ininterrupta, sem que o policial precise acioná-las. O agente pode apenas acionar um dispositivo que melhora a qualidade da imagem e do áudio.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a alteração vai permitir que o registro das abordagens dos agentes nas ruas de forma mais eficiente e econômica, uma vez que o modelo de gravação ininterrupta gasta bateria e espaço de armazenamento com registros que não são necessários para investigações posteriores.

Ainda segundo o governo, as novas câmeras contarão com um sistema de “buffer”, que armazena imagens dos 90 segundos anteriores à ativação. “Ou seja, as câmeras permanecem operando continuamente e, ao serem acionadas para armazenar imagens, elas incluirão gravações retroativas, possibilitando o registro completo da ocorrência”, diz.

A SSP também quer que os novos equipamentos sejam capazes de ler placas de veículos e fazer reconhecimento facial. Essa última funcionalidade é criticada por especialistas em tecnologia aplicada à segurança por causa da possibilidade de erros algorítmicos que levam a falsos reconhecimentos.

Big Brother da PM

Atualmente, 10.125 câmeras corporais estão disponíveis, o que permite cobrir 52% do trabalho operacional no estado, segundo a SSP. Com o novo edital, haverá uma expansão de 18% no número de equipamentos.

Nos cálculos da gestão, o novo contrato geraria “uma economia entre 30% a 50% para o tesouro estadual em relação ao anterior”.

O plano do governo é conseguir integrar as câmeras corporais ao Muralha Paulista, programa de megavigilância que vai funcionar como uma espécie de “Big Brother” da PM.

O Muralha Paulista está sendo estruturado com auxílio de uma empresa de defesa e vigilância dos Emirados Árabes Unidos, a Edge Group, que é dirigida no Brasil por um ex-secretário do Ministério da Defesa que atuou no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).