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São Paulo

MPSP pede condenação de ex-deputado por apalpar Isa Penna na Alesp

A ex-deputada estadual Isa Penna (PCdoB) foi apalpada no plenário da Alesp em dezembro de 2020, durante votação do orçamento

11/10/2023 18:15
Reprodução/TV Alesp
Imagem colorida mostra o deputado Fernando Cury, de terno preto, abraçando a deputada Isa Penna, de vestido preto, pelas costas e posiciona sua mão direita sobre o seio direito dela. os dois estão de costas, em pé - Metrópoles

São Paulo – O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a condenação do ex-deputado estadual Fernando Cury (União Brasil) por importunação sexual contra a ex-colega Isa Penna (PCdoB), apalpada na altura dos seios durante audiência na Assembleia Legislativa (Alesp) em dezembro de 2020.

O pedido foi publicado nessa segunda-feira (9/10) nas alegações finais do processo que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

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No texto, a promotora Anna Paula de Souza de Moraes afirma que Cury “abraçou e deslizou as mãos pela costela e seio da vítima”.

“Noutros termos, não resta dúvidas de que o réu agiu na clara intenção de satisfazer sua lascívia, praticando atos que transcenderam o mero carinho ou gentileza, até porque, repita-se, não tinha nenhuma amizade, proximidade ou intimidade com a vítima”, diz a promotora.

A pena prevista para importunação sexual pode variar de um a cinco anos de prisão, com possibilidade de cumprimento em regime aberto. O MPSP pediu a pena máxima, de cinco anos, para Cury.

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Relembre o caso

Em dezembro de 2020, Cury se aproximou de Isa Penna por trás, enquanto ela conversava no plenário da Assembleia, e a apalpou na altura dos seios. A cena foi transmitida ao vivo pela TV Alesp.

Após o episódio, ele teve o mandato suspenso por seis meses e se tornou réu por importunação sexual.

Tanto Isa Penna quanto Fernando Cury prestaram depoimento ao TJSP entre julho e agosto de 2023, assim como outras testemunhas.

Um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Científica, disponibilizado à Corte em setembro, disse não ser possível “determinar com convicção ter havido qualquer tipo de apalpação dos seios”.

O caso tramita na 18° Vara Criminal de São Paulo e aguarda a sentença da juíza Teresa de Almeida Ribeiro Magalhães.