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Negócios

Em crise, Light distribuiu lucro para sócio da Americanas

Carlos Alberto Sicupira, um dos acionistas de referência da Americanas, é o segundo maior acionista individual da Light, com 10% das ações

12/05/2023 12:49, atualizado 12/05/2023 12:53
Reprodução
Em crise, Light distribuiu lucro para sócio da Americanas

A Light, empresa concessionária de energia que atende 31 cidades do estado do Rio de Janeiro, entrou com um pedido de recuperação judicial.

Em abril, a Light já havia obtido na Justiça a suspensão temporária do pagamento de parte de suas dívidas. Meses antes, no entanto, a companhia distribuiu R$ 94 milhões em dividendos para seus acionistas.

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Como noticiou o Metrópoles, um dos principais beneficiados pela distribuição de dividendos foi Carlos Alberto Sicupira, um dos acionistas de referência da Americanas – gigante do varejo que está recuperação judicial e tem dívidas de mais de R$ 50 bilhões.

Dividendos são recursos originados do lucro de uma empresa. Em linhas gerais, a distribuição de dividendos acontece quando a empresa está com uma posição de caixa favorável e dívidas sob controle, o que está longe de ser o caso da Light.

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Beto Sicupira, como é conhecido, é o segundo maior acionista individual da Light. Ele possui 10,16% das ações da companhia de energia, atrás de Ronaldo Cezar Coelho (20,01%) e à frente da BlackRock (9,29%). Os outros 60,54% estão divididos entre os minoritários.

Nesta manhã, as ações da Light derreteram na bolsa brasileira. Os papéis entraram em leilão.

Recuperação judicial

Em seu pedido de recuperação judicial, a Light diz que a medida é a mais adequada para equacionar a dívida e reestruturar as operações, garantindo a manutenção dos serviços. A dívida total da empresa é estimada em R$ 11 bilhões.

“A companhia mantém e reafirma a confiança em sua capacidade operacional e comercial para a negociação e aprovação de um plano de recuperação que lhe permita implementar o pretendido equacionamento”, afirmou a Light, em comunicado.

Desde o início do ano, comentava-se que a Light poderia pedir recuperação judicial. Nos últimos 12 meses, as ações da empresa na bolsa recuaram mais de 56%.

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