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Um casal canadense que estava junto há 72 anos morreu um ao lado do outro, de mãos dadas, no último dia 27 de março, em Toronto, no Canadá. George e Shirley Brickenden, que tinham 95 e 94 anos respectivamente, foram submetidos à morte assistida, aprovada pelo governo federal do país em junho de 2016.

De acordo com matéria publicada pelo jornal Globe and Mail, os dois se valeram da lei que permite esse tipo de procedimento para quem sofre “de uma condição grave e irremediável e cujas mortes eram razoavelmente previsíveis”. Para que isso aconteça, o paciente precisa ser analisado por dois médicos.

Shirley tinha graves problemas cardíacos, que quase a mataram em 2016, além de artrite reumatóide. George teve a morte assistida recusada em um primeiro momento. Mas, quando seu quadro de saúde piorou, ele começou a desmaiar sem motivo e foi liberado para o procedimento.

Shanaaz Gokool, diretora-executiva da ONG Dying with Dignity (Morrer com Dignidade, em português), afirmou que os Brickendens foi o primeiro casal canadense a ser submetido à morte assistida junto. “Foi a articulação final do amor que eles tiveram um pelo outro por quase 73 anos”, disse ao Globe and Mail.

O asilo em que eles estavam ficou lotado de parentes que vieram para o momento que se tornou um misto de alegria e tristeza. No dia em que morreram, George e Shirley tomaram champanhe e comeram lagosta e salmão. Próximo das 19h, ela perguntou ao companheiro de tantos anos: “Você está pronto?”. Ao receber a afirmativa, deitaram, deram as mãos e o patriarca olhou para os que estavam no recinto e disse: “Eu amo todos vocês”.

 

 

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