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Netanyahu nega ter “arrastado” EUA para guerra contra Irã: “Ridículo”

Trump confirmou que os Estados Unidos pressionaram Israel a reagir contra o país persa. Conflito entrou no quarto dia

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1 de 1 Imagem colorida de Netanyahu cumprimentando Trump - Metrópoles - Foto: Joe Raedle/Getty Images

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reagiu com deboche ao ser questionado se o país teria “arrastado os Estados Unidos” para uma guerra contra o Irã.

Em entrevista à Fox News, na noite de segunda-feira (2/3), o premier foi questionado sobre fala do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que afirmou horas antes que os ataques preventivos contra o Irã ocorreram após Washington ser informado de que Israel estaria prestes a agir. Segundo Rubio, tropas dos EUA na região enfrentavam uma ameaça iminente de retaliação.

No entanto, Netanyahu minimizou a insinuação de que Tel Aviv teria pressionado Washington.

“Isso é ridículo”, afirmou o premiê. “Donald Trump é o líder mais poderoso do mundo. Ele faz o que acha que é o certo para os Estados Unidos”, finalizou.

Mais cedo, Trump também comentou o assunto. O presidente norte-americano indicou que a iniciativa israelense pode ter sido influenciada pela postura dos norte-americanos. Antes de se reunir com parlamentares, o presidente sugeriu que buscou evitar uma ofensiva inicial do Irã.

“Acho que eles iriam atacar primeiro, e eu não queria que isso acontecesse” disse o republicano, durante encontro com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz. “Então, de certa forma, posso ter forçado Israel a agir “, concluiu.

Reunião sobre ascensão dos EUA na guerra

O debate sobre o início da operação ocorreu após encontro entre Rubio e os parlamentares do Congresso norte-americano. O objetivo da reunião foi esclarecer as razões que levaram o governo dos EUA a envolver o país de maneira unilateral em um possível novo e longo conflito no Oriente Médio.

Antes da reunião, o secretário de Estado falou com a imprensa e afirmou que a medida foi tomada depois que os EUA tiveram conhecimento de uma operação iminente de Israel contra o Irã.

“Sabíamos que, se não agíssemos de forma preventiva contra o Irã antes que eles lançassem esses ataques, sofreríamos um número maior de baixas. Se tivéssemos esperado o ataque israelense para então reagir, as perdas seriam ainda maiores. Por isso, o presidente tomou a decisão correta”, declarou.

Ao ser perguntado se realmente havia uma “ameaça iminente”, Rubio respondeu que o risco estava relacionado à reação do país persa a uma ofensiva de Israel. “Havia, sim, uma ameaça iminente. Sabíamos que, se o Irã fosse atacado — e acreditávamos que isso aconteceria —, eles reagiriam imediatamente contra nós. Não poderíamos ficar sentados esperando”, afirmou.

A versão apresentada por Rubio, no entanto, contraria informações de fontes americanas divulgados nos últimos dias.

Segundo essas informações, a operação que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, teria começado depois que a Central Intelligence Agency (CIA) recebeu informações de que o aiatolá e outras autoridades do alto escalão do regime estariam reunidos no mesmo lugar, no sábado (28/2).

A chance de eliminar várias autoridades ao mesmo tempo fez com que os planos militares fossem acelerados, levando a um ataque surpresa durante o dia.

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