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Mundo

EUA veta, pela terceira vez, cessar-fogo entre Israel e Hamas

Resolução proposta pelos países árabes teve 13 votos a favor e o veto dos EUA. Assembleia Geral deve ter uma sessão especial de emergência

20/02/2024 14:20, atualizado 20/02/2024 14:36
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Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images
Imagem colorida mostra o conselho de segurança da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque eua - Metrópoles

Foi vetada pelos Estados Unidos (EUA), nesta terça-feira (20/2), uma resolução das Nações Unidas (ONU), proposta pelos países árabes, que exigia cessar-fogo humanitário imediato na guerra de Israel contra Hamas. Com o novo veto, este foi o terceiro voto contra do país a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que exigia um cessar-fogo.

O texto previa um “cessar-fogo humanitário imediato, a ser respeitado por todas as partes” e precisava de, pelo menos, nove votos e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido, o que não aconteceu. A resolução teve 13 votos a favor e 1 contra, com a abstenção do Reino Unido e veto dos EUA.

De acordo com a ONU, depois do veto dos Estados Unidos, nesta segunda-feira, a Assembleia Geral deve ter uma sessão especial de emergência para examinar o uso do veto por países que são membros permanentes do Conselho de Segurança.

Mais de 29 mil pessoas morreram em Gaza desde o início da guerra entre Israel e o movimento islamista palestino, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

Explicação dos EUA

De acordo com o jornal britânico The Guardian, a embaixadora Linda Thomas-Greenfield, afirmou que o cessar-fogo “poderia interferir nos esforços em curso dos EUA para chegar a um acordo entre as partes em conflito”. O jornal americano, The New York Times, teve acesso ao rascunho da resolução de cessar-fogo, que será proposta pelo país.

No texto, que ainda está nos estágios iniciais de negociações, há um alerta a Israel contra uma invasão por terra à cidade de Rafah, no sul de Gaza, onde milhões de palestinos se refugiam e ainda a apresenta a proposta de liberação de todos os reféns mantidos pelo Hamas.