• Edrien Esteves

19/05/2019 14:00

Ventimiglia, Itália – O famoso balneário italiano de Ventimiglia se transformou em um retrato da crise migratória da Europa. O clima nas ruas da cidade, localizada a 20 km de Mônaco, não é nada amistoso. Os milhares de turistas europeus que invadem os resorts de luxo no verão, em busca de se refrescarem no mar azul-turquesa, se sentem ameaçados e reclamam da presença de refugiados.

“Não sou preconceituosa nem racista, mas não dá para esses desconhecidos ficarem por aqui. Os turistas vão embora”, afirma uma comerciante que prefere não se identificar.

Andando pelas ruas medievais, percebe-se, facilmente, que há pessoas desabrigadas na praia, nas praças e embaixo de pontes. Antes um ponto de veraneio, a costa da Ligúria virou parada para os migrantes se recomporem e continuarem a viagem para a França.

Mesmo durante o inverno, eles dormem no chão ou em cima de cobertores doados por voluntários. Os migrantes também montam pequenas tendas de caixas vazias, que são frequentemente destruídas por autoridades locais. Para irem ao banheiro, precisam usar as margens do Rio Roya.

Essas cenas se tornaram comuns para os 25 mil habitantes de Ventimiglia. Segundo a organização não governamental (ONG) Oxfam, em 2017, 23 mil migrantes passaram pela cidade, praticamente dobrando a quantidade de pessoas no município.

Na cidade, existem os recém-chegados e os que tentam há anos continuar a jornada, com o objetivo de se estabelecerem na Europa. Eles vêm de países do Norte da África e do Oriente Médio, como Sudão, Eritreia, Gana, Curdistão, Paquistão e Afeganistão. Em busca de uma vida melhor, querem encontrar parentes que já estabilizados na Alemanha, na Inglaterra ou na França.

Ao desembarcarem na estação de trem de Ventimiglia, os visitantes assistem, perplexos, às abordagens dos policiais aos refugiados. Todos os dias, dezenas de migrantes se amontoam em frente ao local para tentarem entrar escondido em um dos vagões que partem de lá. “O risco de morte é grande, ouvimos relatos de que um jovem morreu eletrocutado no teto de um vagão”, conta Giacomo Mattiello, ativista de direitos humanos e fundador do Progetto 20k, que auxilia os desabrigados.

Em Ventimiglia, há muitas fronteiras além das visíveis. Os refugiados não podem circular no centro, eles são obrigados a viver às margens da cidade”

Giacomo Mattiello, fundador do Progetto 20k

Giacomo Mattiello, fundador do Progetto 20k
Giacomo Mattiello, fundador do Progetto 20k

Quem não tem de 2 mil a 3 mil euros (entre R$ 8 mil e R$ 13 mil) para pagar aos traficantes de pessoas fica sitiado na região. Muitos migrantes acabam travando por meses, e até anos, uma verdadeira briga de gato e rato com a polícia ao tentarem cruzar a fronteira.

Caso alguém seja pego, a fiscalização precisa avaliar se é um migrante ou um refugiado, pois há diferenças no tratamento dado a eles. Migrante é quem deixa o país de origem em busca de uma vida melhor, refugiado é um indivíduo obrigado a fugir devido a guerras e perseguições. Isso reflete nos direitos: os refugiados têm asilo político garantido pelas leis internacionais.

  • 2011

    Ventimiglia começou a receber migrantes tunisianos em 2011, após a Primavera Árabe arrebatar países africanos e árabes

  • 2014

    Até 2014, refugiados circulavam apenas na estação de trem da cidade. Eles vinham da Sicília, Calábria ou de Puglia e trocavam de linha no balneário rumo à França

  • O número de migrantes que passavam pela Itália vinha crescendo exponencialmente. Até aquele ano, cerca de 100 mil pessoas cruzaram o país antes de seguirem viagem para outros lugares na Europa

  • Como a Itália e a Grécia viraram ponto de entrada para refugiados na Europa, vários países vizinhos resolveram adotar medidas mais severas em suas fronteiras

  • 2015

    No verão de 2015, a França, unilateralmente, voltou a controlar a fronteira com a Itália. Em seguida, Áustria e Alemanha fizeram o mesmo. Do dia para a noite, 200 pessoas apareceram nas ruas de Ventimiglia

  • Os migrantes não conseguiam cruzar a fronteira e se viram forçados a ficar na cidade italiana. Enquanto isso, outros refugiados continuavam a chegar

  • Na época, surgiram protestos e o clima ficou tenso entre população e polícia

  • 2016

    Com a chegada do frio em setembro, os migrantes sumiram do centro da cidade. Só voltaram na primavera de 2016

  • A fronteira continuou fechada e o fluxo de pessoas permaneceu o mesmo. Nas primeiras semanas, 15 migrantes morreram tentando cruzar a divisa

  • Naquele verão, foi criado um acampamento temporário no centro de Ventimiglia. Os moradores protestaram e as barracas acabaram sendo retiradas

  • O padre de uma igreja local juntou 200 voluntários para ajudar os refugiados. Participaram pessoas de diversos países europeus, inclusive membros da Cruz Vermelha de Mônaco. O governo municipal também contribuiu com a iniciativa

  • Em julho, a Cruz Vermelha Italiana abriu um campo de refugiados na cidade. Porém, parte dos migrantes não quis se instalar no local por causa da presença da polícia e continuou vivendo pelas ruas de Ventimiglia

  • Após muita pressão e diversas ameaças da comunidade, o padre e o prefeito pararam de ajudar os refugiados. Crianças e mulheres foram retiradas do terreno da igreja

  • 2018

    A ONG Oxfam lançou um documento, em julho de 2018, denunciando a situação precária dos refugiados na região. O relatório sugere novas políticas públicas ao governo local de Ventimiglia e aos governos federais da Itália e da França. Entre as medidas propostas, está a cooperação entre os dois países, para acabar com essa crise e melhorar a comunicação com os refugiados

  • Segundo relatório da agência para refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU), embora o número total de pessoas que chegam à Europa tenha caído em 2018, a taxa de mortes aumentou

Nos cascalhos da costa do Mediterrâneo na cidade, o paquistanês Malik Farooq conta que, há 10 anos, deixou para trás, na vila de Gujrat, a família e os amigos. Cruzou o próprio país, o Irã e a Turquia, a pé e de trem, até chegar à Grécia, onde viveu por seis anos trancado em um campo de refugiados.

Surfando na “onda migrante” de 2015, quando a chanceler Angela Merkel disse ao mundo “sim, nós podemos” e abriu as fronteiras da Alemanha, Farooq pegou seus poucos pertences e continuou a sua jornada, cruzando a Macedônia, Sérvia, Hungria, Áustria, até ser bem-recebido no país germânico.

Depois de três anos vivendo em um campo de refugiados na Alemanha, o revés na política de migração arrebatou seus sonhos. “Eu queria conseguir meus documentos para poder visitar a minha família e depois voltar à Europa. Pensei que estaria com eles antes de o meu pai morrer, mas não deu”, lamenta.

Malik Farooq tenta, há 10 anos. se estabelecer em algum país europeu. Seu sonho é conseguir documentos definitivos para voltar ao Paquistão e visitar a mãe
Malik Farooq tenta, há 10 anos, se estabelecer em algum país europeu. Seu sonho é conseguir documentos definitivos para voltar ao Paquistão e visitar a mãe

Segundo Farooq, seu pedido de asilo foi negado e os funcionários da imigração o orientaram a deixar a Alemanha, caso contrário seria deportado para seu país de origem. Mais uma vez, o paquistanês colocou suas poucas peças de roupa na mochila e migrou para Ventimiglia, na Itália. “Estou há 10 anos na estrada, às vezes parece que vou ficar louco, as pessoas não têm compaixão, não se importam, mas eu não tenho outra opção”, diz.

Hoje, com 27 anos, ele continua sua busca por liberdade. “Na vila onde morava, eu poderia ser morto só por beber uma cerveja ou fumar um cigarro. Aqui, na Europa, posso ser quem eu sou”. O paquistanês se mostra cansado, mas não pensa em desistir de obter o direito de residir na Europa. “Tenho esperanças de que conseguirei meus documentos, minha mãe está doente, espero reencontrá-la um dia.”

Assim como Farooq, muitas pessoas usam Ventimiglia como uma parada para repouso. Os migrantes e refugiados da região esperam o melhor momento para cruzar a fronteira com a França. Historicamente, são três rotas possíveis: por trem, por rodovia ou pelos Alpes Marítimos.

Mapa do Percurso
0
metros percorridos

A reportagem do Metrópoles fez o trajeto por trem e pelos Alpes. Testemunhou a polícia francesa vasculhando o comboio em Menton, a primeira estação na França, a 12 km de Ventimiglia, antes de chegar a Cannes. Um homem negro foi retirado do trem e levado de volta à Itália em uma van.

Nesse momento, a reportagem foi abordada por policiais, que checaram os documentos e questionaram o motivo de a equipe estar no local. As autoridades pediram para ver as imagens captadas. O jornalista negou o acesso ao material e só foi liberado depois de invocar a liberdade de imprensa. Os turistas assistiram, perplexos, à abordagem ao homem negro e ao repórter.

Noulou, de Gana, não quis dar o seu sobrenome, mas contou que já tentou cinco vezes esse caminho. “Eu sou um crítico dessa política. Por que os governantes fazem isso? Nós somos iguais a eles, se estamos aqui, é por que nossas vidas correm perigo em nossos países”, reclama.

Noulou, de Gana, em frente à estação de trem de Ventimiglia. Ele já tentou entrar na França cinco vezes
Noulou, de Gana, em frente à estação de trem de Ventimiglia. Ele já tentou entrar na França cinco vezes

A segunda alternativa é andar pela rodovia durante a noite. “Atropelamentos são mais comuns nesse trajeto, pois a estrada não tem acostamento nem iluminação”, alerta o ativista Giacomo Mattiello.

Outros refugiados apelam para as trilhas dos Alpes Marítimos. Desde 2016, pelo menos 17 migrantes morreram ao caírem em abismos. Apesar de essa rota ser a mais mortal, ela ficou famosa pela facilidade em se driblar a polícia ali.

O percurso precisa ser feito à noite, para escapar das autoridades. Matas fechadas que beiram o abismo emolduram o perigoso caminho. Em um ponto no topo dos Alpes Marítimos, há uma grade com um buraco por onde os refugiados cruzam a fronteira.

Para percorrer os 12 km, uma pessoa demora cerca de 3h30 até chegar a um local seguro na França. A equipe do Metrópoles fez parte da rota e encontrou vestígios de migrantes em diversos pontos do Caminho da Morte.

Ficam para trás jaquetas, garrafas de água e baralho – usado para passar o tempo enquanto se escondem da polícia. Entre as pedras e as árvores, também aparecem sinais feitos com tinta para orientar os passantes. Há até cordas instaladas para ajudar na escalada.

O palestinense Zaqui chegou a Ventimiglia e, há cinco anos, tenta se reunir com familiares que moram em Londres. “Eu me desgasto muito para cruzar cada país. Então, preciso me reestruturar, arrumar algum trabalho para ganhar dinheiro e continuar a jornada”, diz.

Sua esperança, agora, é conseguir sobreviver à trilha dos Alpes Marítimos, cruzar a França, atravessar o Canal da Mancha e reencontrar a família no Reino Unido. “É difícil entrar na Inglaterra?”, pergunta. Ao ser informado que sim, não desanima. “É tudo ou nada, eu não posso mais viver dessa forma.”

Por gerações, morte e esperança têm caminhado juntas de quem pretende cruzar a fronteira franco-italiana pelas trilhas dos Alpes Marítimos. Por lá, passaram antifascistas que fugiam do regime do ditador italiano Benito Mussolini; judeus, do antissemitismo; iugoslavos, do genocídio e da guerra; e tunisianos, dos horrores da Primavera Árabe. Milhares tentaram, centenas morreram.

O historiador Enzo Barnabà, morador de Grimaldi, a vila italiana mais perto da fronteira, conta que a rota recebeu o nome de Caminho da Morte durante a Segunda Guerra Mundial. “A trilha era conhecida pelos migrantes como Caminho da Esperança. Mas, na época, alguns jornalistas chegaram aqui e ficaram chocados com o número de desaparecidos, então rebatizaram a rota com o nome atual”, contou.

Com alguns ativistas, Barnabà procura limpar a trilha e sinalizar o caminho, organizando piqueniques na fronteira. “Há pessoas que nos acusam de estarmos atraindo refugiados, mas eu não me importo. São seres humanos”, diz.

O historiador Enzo Barnabà é especialista em migração e escreveu diversos livros sobre o assunto
O historiador Enzo Barnabà é especialista em migração e escreveu diversos livros sobre o assunto

A crise migratória em Ventimiglia começou do dia para a noite. A França, unilateralmente, resolveu controlar a fronteira com a Itália no verão de 2015. Nas primeiras horas da nova política, 200 pessoas apareceram desabrigadas nas ruas do centro da cidade. Os migrantes não conseguiam cruzar a fronteira e se viram forçados a ficar no balneário italiano.

Para amparar os migrantes, a prefeitura tomou medidas e instalou um campo de refugiados da Cruz Vermelha Italiana a 8 km do centro da cidade. No local, eles são acolhidos, recebem assistência médica, podem descansar, tomar banho, se alimentar e seguir viagem.

Depois de cruzarem zonas de guerra, desertos e mares, as pessoas chegam ao campo fisicamente desgastadas e psicologicamente abaladas. “Nós tentamos oferecer algum alívio para elas continuarem a viagem”, conta Insa Sané, coordenador do campo. Ainda segundo o senegalês Sané, o fluxo de migrantes no local é grande. “Em 2017, 14 mil refugiados passaram pelo acampamento. No verão de 2018, ficamos com uma média de 300”, disse. Hoje, são 172 pessoas, entre elas nove mulheres e seis crianças desacompanhadas.

Ao chegarem ao local, os migrantes precisam ter as digitais recolhidas. De acordo com uma convenção internacional, uma vez cadastrados em um país, caso sejam detidos na jornada, serão levados de volta para onde foram registrados. Por esse motivo, muitos deles se recusam a ir ao abrigo e ficam pelas ruas da cidade.

Para lidar com o problema, ativistas afirmam que as autoridades francesas e italianas tomam medidas ilegais para mantê-los longe. A situação é ainda pior para mulheres e crianças. Até meados do ano passado, elas estavam abrigadas em uma igreja na região central da cidade. No entanto, foram retiradas e levadas para o campo da Cruz Vermelha.

O acampamento fica longe do centro, não há calçada nem iluminação no caminho. Isso deixa as mulheres e as crianças vulneráveis a todo tipo de perigo, desde atropelamentos até tráfico de pessoas.”

Maria Fuduli, ativista do Progetto 20k

Segundo ativistas, a polícia utiliza ônibus para recolher as pessoas pelas ruas e, sem consentimento, levá-las para o extremo sul do país. “Eles saem pelo centro à procura de migrantes até que o veículo esteja lotado. O balneário é para os brancos, não para negros, esses devem ser mantidos o mais longe possível”, denuncia Mattiello. Ainda de acordo com o italiano, as autoridades usam a desculpa de que os refugiados são levados para Turim para pedirem asilo. “Isso não faz sentido, as pessoas podem pedir asilo aqui”, afirma.

Outra ilegalidade, de acordo com as ONGs que atuam na região, é em relação aos adolescentes. “Os policiais alteram a idade de menores porque, de acordo com as leis, eles deveriam receber asilo imediatamente. Ao mudar a data de nascimento, a polícia francesa envia os jovens de volta para a Itália ilegalmente”, conta Mattiello.

Em relatório publicado em junho de 2018, a Oxfam sugere que a situação na fronteira franco-italiana seja tratada de forma diferente. “As políticas deveriam ser para proteger pessoas vulneráveis. Independentemente do seu status legal, é inaceitável elas serem forçadas a viver em condições subumanas e expostas a todos os tipos de perigo”, diz o texto.

O prefeito de Ventimiglia, Enrico Ioculano, lançou ações para melhorar a situação dos refugiados e habitantes. Desde maio de 2016, com o padre de uma igreja local e 200 voluntários, ele tem tentado acolher os migrantes. Mas eles diminuíram a ajuda aos desabrigados após muita pressão e diversas ameaças da comunidade.

A maneira como a Europa Ocidental encara a crise migratória mudou em julho de 2016. Na época, um refugiado tunisiano que vivia legalmente na França atropelou uma multidão que comemorava o Dia da Bastilha em Nice. Foram mortas 86 pessoas e 458 ficaram feridas. Após o ataque, líderes populistas ascenderam na Itália, na Áustria e em outros países da região.

Migrante reza no centro da cidade de Ventimiglia ao pôr do sol

Do outro lado, a rejeição à onda migratória colocou em risco líderes da França e da Alemanha que defendem políticas mais benéficas aos refugiados. Após o revés, parte da Europa Ocidental fechou suas fronteiras, afastando navios de resgate e outras ações de apoio aos refugiados.

O ministro do Interior da Itália, Matteo Salvini, faz parte da onda de políticos anti-imigração. Durante a última eleição no país, suas ideias acabaram sendo tachadas de xenófobas. A situação piorou depois que a Itália proibiu um barco da ONG Sea Watch de ancorar na costa da Sicília em janeiro de 2019. A organização internacional resgatou 47 refugiados perdidos no mar, mas a embarcação passou dias à deriva porque o país se recusou a receber os migrantes.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, liberou a entrada do grupo semanas depois e soltou uma nota irônica, dizendo que “uma lista de países amigáveis”, incluindo a Itália, aceitaram receber os refugiados. Para responder aos opositores do governo, Salvini publicou uma carta no jornal Corriere della Sera. No texto, ele afirma que, por causa das políticas implementadas em sua gestão, houve menos mortes de migrantes em 2018 e que a tendência de queda permanece em 2019.

Rapidamente, a Organização das Nações Unidas (ONU) rebateu a informação. Segundo a Agência para Refugiados, de fato, durante 2018, houve uma diminuição de corpos encontrados no Mar Mediterrâneo. Mas o número de mortes aumentou proporcionalmente se comparado à quantidade de refugiados que entraram no continente.

Em
2017,
No Mediterrâneo Central, morreu ou desapareceu
1
a cada
42
migrantes
Em
2018,
No Mediterrâneo Central, morreu ou desapareceu
1
a cada
18
migrantes

Ainda segundo o documento da ONU, um a cada seis migrantes morrem todos os dias ao tentarem cruzar a região e 1.600 pessoas morreram ou desapareceram ao tentarem chegar à Europa em 2018.

“Como diminuiu o número de migrantes entrando na Europa, os governos estão fiscalizando menos as rotas tradicionais, não fazem mais buscas nas fronteiras nem resgatam pessoas perdidas no mar. A falta de vigilância faz com que o percurso esteja mais perigoso”, diz o relatório.

Milhares de migrantes cruzam diariamente zonas de guerra, desertos e mares. Driblam a polícia e escapam de traficantes de pessoas sem saberem se vão conseguir chegar vivos ao outro lado. Ao alcançarem a Europa, encaram o preconceito, a discriminação e a perseguição por parte da população e da polícia. Exaustos, eles têm que enfrentar o calor intenso do verão ou o pesado inverno europeu. É uma rota desgastante e incerta. Tudo em prol de uma vida mais digna.

  • DIRETORA-EXECUTIVA Lilian Tahan
  • EDITORA-EXECUTIVA Priscilla Borges
  • EDITORA-CHEFE Maria Eugênia
  • COORDENAÇÃO Olívia Meireles
  • REPORTAGEM, FOTOGRAFIA e CAPTAÇÃO de VÍDEO Edrien Esteves
  • REVISÃO Juliana Afioni Denise Costa
  • EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA Daniel Ferreira
  • EDIÇÃO DE ARTE Gui Prímola
  • DESIGN Cícero Lopes
  • EDIÇÃO DE VÍDEO Gabriel Pereira Tauã Medeiros Thiago Maia
  • TECNOLOGIA Allan Rabelo Saulo Marques André Marques