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Em um Mundial de favoritos eliminados e de boas performances de seleções de menor tradição, Tite está preocupado em tornar-se vítima dessa tendência. Após eliminar o México em Samara, na Rússia, com a vitória por 2 x 0, nessa segunda-feira (2/7), o técnico afirmou que não considera o caminho até o título mais fácil pela ausência de rivais de peso como Alemanha e Espanha, os dois últimos campeões.

Caso chegue à final, o Brasil pode ter pela frente uma seleção que jamais disputou decisão no torneio. Do outro lado do chaveamento, estão novatos como Rússia e Croácia. Apenas a Inglaterra já foi campeã do mundo. “Não me atenho a favoritismo. Essa mesma equipe que vencemos hoje (segunda-feira) venceu, e bem, a Alemanha. Venceu, e bem, a Coreia (do Sul), que também ganhou da Alemanha”, exemplificou o treinador, ao citar o México.

Tite concedeu entrevista antes de a Bélgica bater o Japão em 3 x 2 e confirmar a presença como adversária desta sexta (6), pelas quartas de final. O treinador costuma elogiar a equipe belga pela qualidade técnica, em especial o meia Eden Hazard, que teve a oportunidade de enfrentar em 2012, na final do Mundial de Clubes da Fifa entre Corinthians e Chelsea.

A aposta do treinador é de a Seleção continuar crescendo para o encontro contra a Bélgica, o jogo mais complicado desta Copa do Mundo até o momento. O desafio de Tite é estudar uma forma de a equipe não sentir a ausência de Casemiro. O volante recebeu o segundo cartão amarelo e cumpre suspensão. A vaga deve ficar com Fernandinho, a quem será confiada a missão de marcar jogadores criativos como Eden Hazard e Kevin De Bruyne.