Coronavírus promoverá mudanças em eventos futuros do UFC no mundo

UFC Brasília foi o primeiro card da história da companhia a ser realizado com portões fechados. Próximos eventos terão molde semelhante

Terceira edição do UFC Brasília teve arquibancadas vazias por conta do coronavírusBuda Mendes/Zuffa LLC

atualizado 15/03/2020 1:10

A imagem dos lutadores deixando o túnel do vestiário em direção ao octógono diante de um ginásio vazio se repetirá nos eventos do UFC. A pandemia do coronavírus obrigou a organização norte-americana a promover várias mudanças na logística dos próximos eventos. Cards sem a presença de público já estão confirmados. O card desse sábado (14/03), foi o primeiro da história do UFC a ser realizado com as arquibancadas vazias.

Em Brasília, os lutadores que passaram pela zona mista montada em um hotel da cidade repetiram quase como um mantra a estranheza em não lutar para um público fanático, marca registrada dos eventos no Brasil. O risco de contágio chegou a ser até relativizado, como revelou o brasiliense Renato Moicano.

“Fui até meio irresponsável de contrair algo aqui e levar para os Estados Unidos. É impossível vir a Brasília e não visitar os meus amigos, meus familiares e os pontos turísticos que eu gosto. Gosto muito de ir à Igrejinha, por exemplo”, explicou o lutador. Ele, porém, deixou claro que buscou se afastar de qualquer pessoa que aparentasse ter algum sintoma da covid-19.

Em publicação disponível nas redes sociais do UFC, o presidente da organização, Dana White, já confirmou que os próximos eventos da companhia também serão realizados com os portões fechados. Além disso, eventos serão remanejados para uma das instalações da companhia, em Las Vegas. O uso do set de gravações da série Contender Series, que revelou nomes como o do brasileiro Johnny Walker, se justifica pelo espaço reduzido, e a necessidade de uma equipe menor para a transmissão das lutas.

“Vamos continuar com todos os nossos eventos ao vivo, mas vamos nos adaptar às circunstâncias. Alguns dos eventos serão transferidos para a UFC Apex e os fãs não poderão participar. Sabem que eu odeio essa decisão, mas ela foi tomada em benefício de todos os envolvidos nos nossos eventos”, declarou.

Mudanças em Brasília

O decreto do governador Ibaneis Rocha, que suspendeu a realização de eventos em Brasília que pudessem gerar aglomerações populares atingiu em cheio os planos do UFC para a capital federal. Dos eventos promocionais marcados para a cidade, apenas o treino social foi, de fato, realizado.

Depois dele, a organização norte-americana precisou cancelar todas as outras ações, uma vez que elas, naturalmente, resultariam uma aglomeração, justamente por conta da popularidade dos atletas do UFC. Nem mesmo a tradicional pesagem cerimonial, realizada na véspera das lutas, escapou de ser ceifada.

Ao fim do evento, o semblante dos funcionários do UFC deixava claro o cansaço que a correria do fim de semana por conta das alterações cobrou um preço alto na equipe.

Em 2020, o UFC realizará três eventos no Brasil. O primeiro foi justamente em Brasília. Em maio, a organização desembarca em São Paulo, para o UFC 250, que tem, até o momento, sete lutas confirmadas. A principal delas será a disputa do cinturão dos pesos-galo, entre o norte-americano Henry Cejudo e o brasileiro José Aldo.

Não se sabe, entretanto, se o card será realizado. Isso porque o governo de São Paulo suspendeu por tempo indeterminado a realização de eventos que pudessem reunir mais de 500 pessoas.

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