Último dia de leilão do Hotel Nacional segue sem nenhum lance

Até a manhã desta segunda (12/11), o estabelecimento não havia recebido propostas. Valor mínimo para arrematá-lo é de R$ 129,6 milhões

atualizado 12/11/2018 8:58

GIOVANNA BEMBOM/METRÓPOLES

Pela segunda vez em leilão, o Hotel Nacional de Brasília ainda não recebeu nenhum lance. O prazo para arrematar o estabelecimento se encerra às 15h desta nesta segunda-feira (12/11). O imóvel foi colocado à venda pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo com o objetivo de pagar as dívidas da proprietária.

O lance inicial é de R$ 129,64 milhões, conforme indica a página on-line do leilão. Em andamento há 29 dias, a disputa tem apenas dois participantes habilitados. Ainda assim, a venda gerou curiosidade: mais de 4 mil pessoas visualizaram a página.

A  primeira rodada, iniciada no dia 15 de outubro, foi finalizada sem interessados. O lance mínimo era de R$ 185,2 milhões. Agora, é aceito 70% da avaliação inicial. Caso nenhuma proposta igual ou superior a esse valor seja feita, é aberta a terceira rodada, na qual o valor cai para R$ 92,6 milhões.

Estão incluídos na venda todos os bens móveis do hotel, de utensílios de R$ 1, como alicate e bacia, a três portas de aço que somam R$ 273 mil. Pinturas do artista italiano Domenico Serio Calabrone, avaliadas em R$ 13 mil, também integram o patrimônio.

Inaugurado em 1961, o hotel cinco estrelas tem 43 mil metros quadrados e distribui 347 apartamentos em 10 andares. Nomes do entretenimento também marcam a história da construção. No auge da carreira, Xuxa hospedou-se no hotel, assim como Roberto Carlos e Silvio Santos. Hoje, uma diária no icônico imóvel do Setor Hoteleiro Sul custa a partir de R$ 150.

Motivo do leilão
De acordo com o edital lançado pela Justiça paulista em setembro, o Hotel Nacional é arrendatário do imóvel, que ocupa parte da massa falida da Petroforte Petróleo LTDA. A empresa já foi uma grande distribuidora de petróleo do país, mas teve a falência decretada em 2001. O valor da venda do empreendimento será usado para a quitação de dívidas da antiga distribuidora.

O hotel chegou a entrar com pedido de suspensão do leilão no Tribunal de Justiça de São Paulo, sem sucesso. A liminar foi negada pela juíza Adriana Bertier Benedito no dia 11 de outubro.

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