Tiroteio em lanchonete do DF: comerciantes ouviram mais de 30 disparos

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas ao serem atingidas por tiros dados por dupla de criminosos em comércio de Taguatinga

atualizado 15/10/2020 6:59

Tiroteio em lanchonete da Praça do DI, em TaguatingaAna Karolline Rodrigues/Metrópoles

O medo tomou conta do comércio próximo à Praça do DI, em Taguatinga, após uma dupla de criminosos realizar vários disparos em uma lanchonete, na QNA 18, Conjunto 5. O crime, ocorrido nessa terça-feira (13/10), resultou na morte de um homem de 37 anos. Outras duas pessoas ficaram feridas.

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) levantou a hipótese de acerto de contas. O caso é investigado pela 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro).

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Nesta quarta-feira (14/10), comerciantes relataram ao Metrópoles terem ouvido mais de 30 disparos antes da morte do rapaz. “Eu estava na praça quando começaram os tiros. Ouvi bem uns 40 (tiros), mas, inicialmente, não sabia que era tiro. Só depois que o boato se espalhou, que corri para ver o que era”, contou um comerciante de 41 anos que pediu para não ser identificado.

Morador de Taguatinga e vendedor ambulante há 22 anos, o homem relatou que nunca havia visto crime “dessa proporção” na região. “Uma execução dessa é algo inédito aqui na Praça do DI. Foi tiro à queima roupa, mesmo”, afirmou.

“A violência vem se expandindo por aqui. Hoje, a praça só abriga usuários de drogas, alcoólatras. Não existe incentivo do governo para ações culturais e esportivas no local, e precisamos de maior atenção nesses termos”, acrescentou.

Bombinha

Outro vendedor, testemunha do crime, também contou mais de 30 tiros. Ele narra que a vítima estava dentro de um carro, com a mãe, quando começaram os disparos. “Eu estava almoçando lá dentro e achei que fosse um estouro de moto. Depois, o barulho continuou, em sequência, então, corremos para nos esconder”, relatou.

Fabrício Luiz, 45 anos, é dono de um restaurante nas proximidades há cinco anos. Ele relata que estava no local quando ouviu o barulho. “Achei que era o pessoal estourando bombinha, porque fazem isso direto por aqui. Depois, veio um segundo ‘pá’. Aí, começou uma sequência”, relembrou.

“Esse crime, por coincidência, aconteceu aqui, porque o rapaz estava sendo seguido. Se o semáforo abrisse, poderia ser em outro local”, disse. “Mas a praça, no geral, é um local violento, porque é algo que está largado”, completou.

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