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A transição do governo por parte da equipe do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) será dividida por núcleos. As reuniões ocorrerão no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).

Por enquanto, os nomes certos são: a advogada Denise Fonseca, que atuará na área das estatais; Renato Grillo Ely, do setor mobilidade e transportes; e André Clemente, anunciado como secretário de Fazenda.

Ibaneis costuma dizer que quer observar as pessoas trabalhando e quem se destacará. Aqueles que ganharem notoriedade terão chances de serem escolhidos para ocupar as chefias de secretarias. A exceção seria Renato Ely: nos bastidores, o empresário não mostra interesse em estar no governo.

O vice-governador eleito do Distrito Federal, Paco Britto (Avante), foi escolhido nesta terça-feira (30/10) como o novo coordenador-geral do governo de transição. “Estou muito honrado com a escolha, e isso só reforça a confiança que temos um no outro desde o início de nossa campanha”, disse, em referência a Ibaneis.

Comissão de Transição
O governador Rodrigo Rollemberg (PSB) publicou decreto, no Diário Oficial do DF desta terça, criando a Comissão de Transição no âmbito do Governo do Distrito Federal (GDF). O grupo, formado por integrantes da Casa Civil e das secretarias de Planejamento, Fazenda, Saúde, Educação, Segurança Pública e do Trabalho, terá que entregar um relatório final com todas as informações do governo local até o dia 20 de dezembro.

Caberá à comissão reunir todas as informações referentes ao funcionamento da administração pública local. Conforme o decreto, o grupo deverá manter em sigilo as informações estratégicas necessárias à elaboração do relatório final.

Segundo Sérgio Sampaio, a intenção é garantir que a mudança seja harmoniosa. “Disponibilizaremos estrutura física e material para os trabalhos, assim como acesso aos documentos oficiais.”

Sampaio acrescentou que Ibaneis Rocha e a equipe indicada por ele terão apoio para iniciar a nomeação de servidores. Como parte do processo de transição, o governador eleito vai precisar contatar a Câmara Legislativa do Distrito Federal para fazer emendas no orçamento aprovado em julho deste ano.

De acordo com o chefe da Casa Civil, é normal que essa etapa ocorra em mudanças de gestões administrativas. “Mas apenas para realocar os recursos de uma área para outra. Não é permitido aumentar o orçamento”, explicou.