PT, PSB, PSol e 4 partidos fazem convenções no DF neste fim de semana

Encontros são exigidos pela Justiça Eleitoral antes do cadastro das chapas. Disputa pelo Palácio do Buriti começa a ficar mais clara

Rafaela Felicciano/MetrópolesRafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 28/07/2018 12:14

Diante da intensa movimentação política no Distrito Federal, as convenções partidárias prometem sinalizar parte do caminho a ser seguido pelas legendas até 15 de agosto, quando termina o prazo para registro das chapas na Justiça Eleitoral. E o trajeto que leva à cadeira mais importante do Palácio do Buriti também começa a ficar menos nebuloso.

Neste sábado (28/7), cinco partidos se reúnem com seus diretórios para discutir formações, lançar candidatos e firmar apoios. No domingo (29), outras duas legendas completam uma intensa caminhada de decisões. Os eventos, exigidos pela Justiça Eleitoral, foram iniciados em 20 de julho e vão até 5 de agosto.

Os partidos começam a se reunir em locais diferentes a partir da manhã deste sábado. O PSB, do governador Rodrigo Rollemberg, cumprirá um rito que deu sorte em 2014. O chefe do Executivo terá o nome lançado oficialmente como candidato à reeleição ao Governo do Distrito Federal (GDF) no mesmo espaço do ano em que foi eleito: o Cave, no Guará.

Embora tenha sido cotada como possível concorrente à Presidência da República, na ocasião, a sigla apresentará a ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão do DF Leany Lemos como postulante ao Senado.

Hoje, com as coligações já firmadas, ela representará a coalizão ao lado de Chico Leite (Rede), que declarou apoio ao PSB no Distrito Federal. O vice não será divulgado. Embora exista a previsão de o presidente do PV, Eduardo Brandão, ser lançado, o martelo ainda não foi batido.

Ao todo, o PSB terá uma nominata própria, com 36 deputados distritais e sete federais. Apenas com três partidos na chapa, a reunião também será um instrumento para debater apoios. O PSB busca aliados no campo da esquerda progressista.

Dia de definições para o PT
Enquanto o nome de Rollemberg é ratificado, o PT entra em cena para embaralhar ainda mais o confuso tabuleiro político da capital. Também pela manhã, no auditório da Câmara Legislativa, a legenda promete lançar sua chapa majoritária. Os dois nomes no páreo para concorrer ao Palácio do Buriti são os economistas Júlio Miragaya e Afonso Magalhães.

Júlio Miragaya é de um coletivo dentro do PT chamado de Diálogo e Ação Petista. Ele presidiu a Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) durante a gestão de Agnelo Queiroz. Magalhães é bancário aposentado e faz parte da corrente Construindo Uma Nova Brasília. Ambos batalham por um palanque para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual candidatura.

Para o Senado, os nomes a serem analisados pela diretoria regional são: o distrital Wasny de Roure; o sindicalista Chico Machado; e o jurista Marcelo Neves. Apenas dois deles serão indicados, mas Neves sai à frente, pois conta com o apoio de Lula, conforme o Metrópoles antecipou.

 

PSol, PRTB, Solidariedade, Patriota e PCdoB
Com o nome da professora da Universidade de Brasília (UnB) Fátima Sousa confirmado desde o primeiro momento, o PSol realiza encontro partidário também na manhã deste sábado (28/7), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães. A legenda ratificará a docente e sua vice, a conselheira tutelar Keka Bagno. A coligação com o PCB também será firmada no evento.

Para as duas vagas ao Senado, serão confirmados o jornalista e servidor público Chico Sant’Anna, que participou da disputa ao mesmo cargo em 2010, e Marivaldo Pereira, advogado, servidor público e ex-ministro interino da Justiça.

Marivaldo é o líder de arrecadação na vaquinha virtual para financiamento da campanha. Até as 20h de sexta-feira (27), ele tinha arrecadado R$ 186,1 mil pelo sistema de crowdfunding.

O PRTB também deve trazer novos nomes para a disputa majoritária. O candidato ao GDF a ser lançado é o major Paulo Thiago, do Corpo de Bombeiros. Ao Senado, o nome escolhido deve ser o brigadeiro Átila Maia. A convenção será à tarde, no Hotel Kubitschek Plaza.

Neste domingo (29), o Patriota confirma o apoio à chapa de Eliana Pedrosa (Pros) e de Alírio Neto (PTB), na sede do partido presidido por Alírio, localizada na Estrutural, ao lado da Cidade do Automóvel. O grupo, lançado em 21 de julho, reúne hoje Pros, PTB, PMN, PTC, PMB, PHS e Patriota.

As convenções
A partir deste sábado (28/7), os partidos terão oito dias para concluir as convenções, uma exigência da Justiça Eleitoral antes de homologar as chapas. O prazo de registro termina em 15 de agosto. Ou seja, mesmo que os candidatos sejam oficializados neste período, será possível mudar os nomes até meados do próximo mês.

As legendas ou coligações podem lançar 16 postulantes a deputado federal e 48 a distrital. Além disso, nas convenções há possibilidades de chancelarem apoios aos candidatos ao Planalto, ao Governo do Distrito Federal, à Vice-Governadoria e ao Senado Federal.

Nas eleições de 2018, o DF contará com duas vagas para senador. Segundo prevê a legislação eleitoral, pelo menos 30% das candidaturas devem ser femininas.

Quando essas candidaturas forem homologadas no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os postulantes podem começar a usar o dinheiro das vaquinhas virtuais para as campanhas. A partir de 16 de agosto, propaganda eleitoral, carreatas e comícios ficam permitidos, entre outros eventos de campanha.

Durante as convenções, serão definidos os números com os quais os candidatos concorrerão – para tanto, haverá sorteio. As legendas podem manter os algarismos usados no último pleito eleitoral.

Peças começam a entrar de vez no tabuleiro
Enquanto algumas chapas definem neste sábado (28/7) os caminhos para as eleições de outubro, a terceira via conseguiu sacramentar, nessa sexta (27), os rumos que tomará no pleito.

PSD, PPS, Solidariedade, PRB e PSC lançaram Rogério Rosso (PSD) como pré-candidato ao Palácio do Buriti. Na composição, o vice será o pastor Egmar Tavares (PRB).

Os senadores serão Cristovam Buarque (PPS) e Fernando Marques (SD). Rosso viaja neste sábado para São Paulo, onde participa da convenção nacional do PSD, quando será declarado apoio do partido a Geraldo Alckmin (PSDB), que concorrerá à Presidência da República.

A definição ocorre após reuniões intermináveis e idas e vindas da terceira via. Rosso entra no lugar de Izalci Lucas (PSDB), que encabeçava a coalização desde 18 de maio.

Sem aceitar a decisão, Izalci afirmou ao Metrópoles que se mantém como pré-candidato ao GDF. “Nunca estive tão forte. Não me convidaram para essa decisão, mas ainda vamos conversar muito. Até o dia 5, tudo pode mudar”, disse o deputado federal, referindo-se ao prazo da Justiça Eleitoral para o fim das convenções partidárias.

Órfãos de Frejat
Enquanto isso, o rumor de que o advogado Ibaneis Rocha (MDB) e Anna Christina Kubitschek (PP) poderiam encabeçar uma candidatura ao Palácio do Buriti foi o máximo obtido pelo grupo órfão de Jofran Frejat (PR) após uma semana de intensas negociações. Os aliados tentam a todo custo juntar os estilhaços causados pelo recuo do médico, que desistiu da corrida eleitoral mesmo após ser apontado como líder de recentes pesquisas de intenção de voto.

Até o momento, MDB, PR, Avante, DEM e PP não chegam a um consenso sobre o nome para representar as siglas na corrida eleitoral. Nessa composição, o PR e o DEM rechaçam a candidatura do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) Ibaneis Rocha.

O presidente do Democratas, deputado federal Alberto Fraga, é cotado como cabeça de chapa, mas outros partidos acreditam que Ibaneis teria mais condições de vencer a disputa.

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