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Política

Pedido de cassação de Sandra Faraj é arquivado na CLDF

Relator do processo na Comissão de Ética, Agaciel Maia (PR), afirmou que não pode julgar um deputado a partir de matérias jornalísticas

21/08/2017 16:02, atualizado 21/08/2017 21:24
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Michael Melo/Metrópoles
Sandra Faraj

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa arquivou o pedido de cassação contra a deputada Sandra Faraj (SD). Por unanimidade, os integrantes do colegiado decidiram que o processo de investigação pelo uso irregular da verba indenizatória não vai sequer a plenário.

O relator do caso, deputado Agaciel Maia (PR), leu o relatório na tarde desta segunda-feira (21/8) e considerou “incabível a manifestação da comissão sobre um processo penal que ainda está acontecendo”.

Imagens da Operação Hémera, do MPDFT, que teve Sandra como um dos alvos:

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Retirada de documentos e equipamentos eletrônicos do gabinete da deputada, durante ação conjunta do MPDFT e da Polícia Civil
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Operação do MPDFT em abril deste ano mirou em Sandra Faraj
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Operação do MPDFT em abril deste ano mirou em Sandra Faraj

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Retirada de documentos e equipamentos eletrônicos do gabinete da deputada, durante ação conjunta do MPDFT e da Polícia Civil
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Retirada de documentos e equipamentos eletrônicos do gabinete da deputada, durante ação conjunta do MPDFT e da Polícia Civil

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Busca e apreensão no gabinete de Sandra Faraj
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Busca e apreensão no gabinete de Sandra Faraj

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O pedido de cassação contra a deputada foi uma iniciativa da ONG Adote um Distrital, após denúncia de uso indevido de verba indenizatória. A entidade alegou a falta de comprovação de pagamentos à empresa de publicidade Netpub. Segundo os proprietários da agência, que cuidava do site da parlamentar, ela recolhia os recibos, fazia o pedido de ressarcimento à Casa, mas não repassava o pagamento à empresa.

Em 23 de maio, a Comissão de Ética aceitou, por unanimidade, o andamento do processo. Na ocasião, foi eleito como relator o deputado Agaciel Maia, hoje líder do governo na Câmara. Após o prazo regimental de 90 dias, ele afirmou, no colegiado, que “os argumentos eram fundados em matéria jornalística e que a comissão não pode basear suas decisões em matéria midiática”.

Sobre a oitiva das testemunhas pelo corregedor, Maia argumentou que não houve garantia do direito de presença das partes, o que ofende a Lei Penal vigente. O relator entendeu que são nulos os depoimentos. “A Comissão de Ética não pode tirar o mandato de um parlamentar pela existência de processos judiciais que ainda estão em andamento. O processo não transitou em julgado”, disse.

Para o arquivamento, Agaciel precisava de pelo menos três votos da comissão, mas conseguiu unanimidade. Wellington Luiz (PMDB) foi o primeiro a concordar com o relator. Raimundo Ribeiro (PPS) também acompanhou o voto ao afirmar: “Notícia de jornal, hoje, vale mais que decreto sentencial”. Telma Rufino (PROS) e o presidente da comissão, Ricardo Vale (PT), também votaram a favor do arquivamento.

Sandra está sendo investigada pela Justiça. Em abril deste ano, a parlamentar e o irmão, Fadi Faraj, foram alvos da operação Hémera, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Em 27 daquele mês, os promotores realizaram busca e apreensão no gabinete da deputada, além da sala da 1ª Secretaria da Casa, comandada pela parlamentar.  O outro alvo foi a Igreja Ministério da Fé, comandada por Fadi.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da deputada Sandra Faraj afirmou que “a decisão da Comissão de Ética da Câmara faz justiça à verdade”. Segundo a deputada, as acusações contra ela “fazem parte de uma armação arquitetada por funcionários demitidos do gabinete”.