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Investimento milionário em Wi-Fi grátis “foi perdido”, diz secretário

“Os governos passados gastaram muito com o projeto, que não saiu do papel”, diz Gilvan Máximo, titular da pasta de Ciência e Tecnologia

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Hugo Barreto/Metrópoles
Brasília (DF), 07/03/2019 Secretário de Ciência e Tecnologia, Gilvan Máximo Local: METROPOLES Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
1 de 1 Brasília (DF), 07/03/2019 Secretário de Ciência e Tecnologia, Gilvan Máximo Local: METROPOLES Foto: Hugo Barreto/Metrópoles - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Após lançar projeto para fornecimento de internet grátis em grandes pontos de circulação de pessoas no Distrito Federal, o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gilvan Máximo, disse ao Metrópoles que o investimento de R$ 26,7 milhões em programa anterior “foi perdido”.

“Os governos passados gastaram muito dinheiro com o projeto, que não saiu do papel. O serviço não foi de excelência e não foi prestado para a população”, criticou. Com o valor milionário, segundo o secretário, os gestores compraram aparelhos que se tornam obsoletos, em um período de dois anos, e precisam ser trocados a fim de oferecer internet de qualidade.

Para o gestor, o Executivo não tem preparação para gerir esse tipo de serviço. Questionado se a despesa foi perdida, Máximo afirma “ter certeza” disso. “Repito: o governo não está preparado para isso. Tem que ser o órgão fiscalizador”, opinou.

O programa Sinal Livre foi lançado em 2013, durante o governo petista. Três anos depois, em 2016, durante a gestão de Rodrigo Rollemberg (PSB), o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) apontou diversas falhas, dificuldade de acesso e o risco de desperdício de recursos públicos investidos no projeto.

Assista à íntegra da entrevista:

 

Em fevereiro de 2019, a secretaria lançou o Wi-Fi Social DF, que pretende levar conexão sem fio para a população em pelo menos 112 pontos, por meio de parceria com a iniciativa privada. As empresas poderão explorar a publicidade digital e também de forma física por meio de placas de apoio. Não haverá gasto do Governo do Distrito Federal (GDF), segundo Máximo.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação também falou ao Metrópoles sobre a Campus Party, que será realizada em junho, a falta de recursos em 2019, projetos de inclusão e a respeito de tratativas para a recepção de empresas internacionais de grande porte no Distrito Federal.

Para construir uma Cidade Inteligente, a pasta projeta, também, criar em Brasília um polo de tecnologia, mas reconhece a falta de mão de obra. De acordo com o titular da secretaria, a solução passa pela oferta de cursos profissionalizantes.

Máximo citou as companhias Google, Amazon e Microsoft (que tem sede na capital, conforme destacou a empresa por meio de nota), mas preferiu manter sob sigilo quais estão em negociação atualmente para se instalar na Cidade Inteligente.

O Google informou não ter, no momento, plano relacionado à instalação da companhia no DF, e a Amazon disse que não comenta especulações.

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Alternativas
Como a pasta tornou-se independente na remodelação estrutural promovida pelo governador Ibaneis Rocha (MDB-DF) em 2019, ela não terá dinheiro disponível para investimento, segundo o secretário. Por isso, a intenção é se valer de recursos do Fundo de Apoio à Pesquisa (FAP) para programas como o que prevê a inauguração de cinco laboratórios de robótica nos próximos seis meses.

As unidades funcionarão no Sol Nascente, na Estrutural, em Ceilândia, no Itapoã e em outra região que ainda será escolhida. O projeto conta com parceria da iniciativa privada e do governo federal. Não há estimativa ainda, entretanto, do valor que será investido pelo GDF.

O Instituto Campus Party é responsável pela gerência e formação de facilitadores e monitores para atuarem dentro dos Laboratórios Include. Ao Metrópoles, a entidade confirmou que cinco unidades serão inauguradas no DF e há informações para mais cinco. “São abertas três turmas de 25 alunos por semestre. Totalizando 300 alunos atendidos em cada, no período de dois anos em que o projeto é contratado”, informou.

O FAP informou que, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA), estão previstos R$ 366 milhões para o fundo em 2019, dos quais R$ 264 milhões serão destinados ao fomento de pesquisas.

Eleito em 19 de fevereiro como presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), Máximo também está de olho em verba do governo federal e do exterior. “O ministro Marcos Pontes [da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações] mandou que a gente procurasse uma entidade dentro da ONU que fomenta tudo que quiser montar em relação a carros elétricos. Vamos elaborar os projetos para que isso saia do papel”, assinalou.

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