Em evento no PSB, Rollemberg apresenta chapa que disputará as eleições

Coligação foi batizada de Brasília de Mãos Limpas. Governador alfinetou antecessores, mas não citou casos de corrupção do próprio governo

atualizado 06/08/2018 21:13

Igo Estrela/Metrópoles

O governador e candidato à reeleição ao Palácio do Buriti, Rodrigo Rollemberg (PSB), apresentou sua chapa completa, composta por PSB, PV, PCdoB, PDT e Rede, na noite desta segunda-feira (6/8). A coligação foi batizada como Brasília de Mãos Limpas.

O socialista aproveitou o momento da apresentação para alfinetar seus antecessores. Com discurso anticorrupção, Rollemberg disse que daria para construir 17 unidades de saúde nos moldes do Hospital da Criança com o dinheiro gasto na obra do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

“Nosso estádio custou R$ 1,7 bilhão e hoje é alvo de várias investigações e processos. Nós, recentemente, entregamos um hospital com o que há de mais moderno, com 202 leitos, sendo 38 de UTI pediátrica – o Hospital da Criança –, que custou R$ 106 milhões. Ou seja, estamos falando de 17 hospitais com o preço de um estádio. Esse é o preço da corrupção”, disparou.

Rollemberg não citou em seu discurso, no entanto, os escândalos de corrupção estourados sob sua gestão. No fim de julho deste ano, a Operação Monopólio desvendou esquema sofisticado de fraude em licitações, em administrações regionais da capital – órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF). Entre os presos, estavam servidores de segundo e terceiro escalões das administrações do Gama e de Águas Claras.

Em março, a casa do então diretor-geral do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Léo Carlos Cruz, foi alvo da ação intitulada Trickster. Logo depois, o gestor foi exonerado da função.

Após o evento, a assessoria da campanha de Rollemberg defendeu, em nota, que o nome da coligação “é absolutamente correto para a composição da chapa formada por homens e mulheres íntegros, com uma vasta experiência profissional e administrativa e que não envergonham a cidade”.

Disse ainda “se adequar perfeitamente a um governo que combateu incessantemente a corrupção, acabando com procedimentos corriqueiros na administração pública do Distrito Federal e que levaram vários agentes políticos a serem presos”.

Segundo a equipe, qualquer denúncia ou irregularidade é “imediatamente investigada, e os responsáveis são prontamente afastados de suas funções públicas até que se cesse a apuração”. O comunicado afirmou que “a maioria das recentes operações policiais ocorreram a partir de resultados de apurações internas da Controladoria-Geral do Distrito Federal e das respectivas secretarias, como é o caso do DFTrans”.

Partidos em posição
Mais recente agregado da formação, o PDT sairá na disputa pela Câmara Legislativa (CLDF) em coligação com o PV, de acordo com o socialista. Além disso, o procurador ex-controlador-geral do Distrito Federal Djacir Arruda (PDT) ficou com a segunda suplência do Senado do deputado distrital e postulante a senador Chico Leite (Rede).

À frente de Djacir está o empresário Álvaro Silveira Júnior (PSB). Inconformados com a aliança, os distritais do PDT não compareceram ao evento. Outra ausência foi a do presidente regional da sigla, Georges Michel.

A corrida pela CLDF será dividida em três: PV e PDT; Rede e PCdoB; e PSB sozinho. “Temos uma nominata forte o suficiente”, destacou Rollemberg. A expectativa é aumentar a base governista na Casa em caso de um segundo governo e garantir a união durante toda a gestão, diferentemente do que ocorreu na atual. “Hoje os partidos que estão conosco têm longa trajetória de coligação com o PSB”, enfatizou.

Será só uma chapa na briga pela Câmara dos Deputados: são dois candidatos do PV; dois do PCdoB; dois do PSB; três do PDT; e sete da Rede.

O vice é o presidente do PV-DF, Eduardo Brandão. A ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PSB) ficou com a outra vaga na disputa ao Senado, tendo como suplentes Leany Lemos e Maria Ivonete (PCdoB).

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