Pai de bebê enterrado em terreno baldio no DF é “satanista”, diz polícia

Fontes policiais revelaram que o casal insistiu em afirmar que a vertente do satanismo cultuada não envolve rituais com sacrifício humano

atualizado 01/09/2020 10:58

Homens no matagalReprodução/PCGO

O pai do bebê de 5 meses enterrado em um terreno baldio, em Santa Maria, disse à Polícia Civil de Goiás (PCGO) que é satanista. O rapaz, 20 anos, seria adepto da vertente teísta do satanismo. Supostamente deixado em uma cova rasa, o corpo do menino ainda não foi encontrado, apesar dos esforços do Corpo de Bombeiros e dos investigadores da delegacia do Novo Gama, no Entorno do DF, que mantêm buscas na região (foto em destaque).

O caso aconteceu em março, mas só chegou ao conhecimento dos investigadores semana passada. É apurado desde a última quarta-feira (26/8), quando a PCGO recebeu uma denúncia anônima relatando o ocorrido.

Segundo o delegado Danilo Martins Ferreira, a localização do corpo é fundamental para direcionar a investigação. “A necropsia diria muito sobre o que pode ter ocorrido com a vítima. No entanto, não temos materialidade nenhuma que indique o fato de o bebê ter sido morto em algum ritual de magia negra ou algo semelhante”, explicou o delegado.

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Satanismo

Fontes policiais ouvidas pelo Metrópoles revelaram que o casal insistiu em afirmar que a vertente do satanismo cultuada não envolve rituais ou sacrifícios humanos. O pai do bebê seria adorador do satanismo teísta — também conhecido como satanismo tradicional ou satanismo espiritual.

É uma forma de satanismo onde a crença primária é a de que Satanás é de fato uma divindade ou força a ser reverenciada ou adorada.

O fato é que amigos e parentes de ambos suspeitaram do desaparecimento da criança. A desculpa era sempre que o bebê estaria na casa da avó paterna, que vive no Recanto das Emas. No entanto, com o passar da semanas e a falta de notícias do menino, a denúncia do desaparecimento acabou sendo feita na Polícia Civil goiana.

Em depoimento, o pai e a mãe do bebê, uma adolescente de 16 anos, negaram ter tirado a vida do filho. O casal, que mora no município goiano de Lago Azul, alega ter constatado que o menino estava morto após ele cair acidentalmente. Ambos disseram ainda ter ficado com medo de chamar a polícia após a morte do bebê. Em seguida, o homem teve a ideia de enterrar o próprio filho. A mulher concordou e aceitou ajudá-lo.

Os suspeitos, então, foram até uma mata em Santa Maria, próximo à divisa com a cidade de Novo Gama, e enterraram o próprio filho. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros goianos passaram pelo menos três dias tentando localizar o cadáver em um matagal onde os pais indicaram ter sepultado o menino, mas as buscas ainda não surtiram efeito. Nem os cães farejadores conseguiram identificar rastros do local onde o corpo poderia ter sido enterrado.

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