Leonardo da Vinci suspende aulas presenciais em algumas turmas após casos de Covid

Segundo pais de alunos da unidade de ensino, pelo menos quatro casos foram registrados e confirmados entre estudantes de turmas distintas

atualizado 17/09/2021 16:25

As aulas presenciais de algumas turmas dos ensinos fundamental e médio do Centro Educacional Leonardo da Vinci, na Asa Sul, foram suspensas após estudantes testarem positivo para a Covid-19, nos últimos dias. Segundo pais de alunos da unidade de ensino ouvidos pelo Metrópoles, nesta sexta-feira (17/9), pelo menos quatro casos foram confirmados em turmas distintas. Apesar dos diagnósticos, a unidade de ensino não emitiu comunicado aos pais, que ficaram sabendo das infecções por meio dos próprios filhos.

A suspensão vale apenas para turmas em que tiveram casos de alunos com resultado positivo para a doença. As aulas seguem de forma remota.

O jornalista Paulo Gusmão, de 55 anos, é pai de dois alunos matriculados na escola e contou que as atividades para os filhos seguem mantidas, uma vez que eles não têm aulas em classes com registro de estudante contaminado. Ele criticou a escola pela desinformação e pelo fato de os pais não receberem o comunicado alertando sobre os casos confirmados.

“Soube dos casos da pior maneira possível. A minha filha mais velha, de 15 anos, que faz o 9º ano, comentou comigo que ela estava preocupada com a notícia de quatro turmas com aulas suspensas e quarentena preventiva por casos confirmados de Covid”, pontuou.

Ao comentar sobre o relato da adolescente em um grupo de pais, segundo Gusmão, as informações estavam desencontradas. “A primeira coisa que eu esperava era uma informação mais clara e objetiva da escola sobre o que ela estava fazendo. Pelo que eu pude perceber, o colégio informou sobre as confirmações só aos pais e responsáveis das turmas que tiveram as aulas suspensas”, criticou.

“Não discordo das medidas adotadas pela escola em relação ao isolamento. Acho que, como pai, deveria ter recebido informação que a escola dos meus filhos estava com um número significativo de turmas com aulas suspensas por casos confirmados de coronavírus. A escola informou a um dos pais que não adotou essa medida por medo de criar pânico. Continuo acreditando que o melhor combate ao pânico é a informação. Todos os pais tinham de  ser informados para que optassem por deixar os filhos na escola ou não”, acrescentou.

No grupo de pais do colégio em um aplicativo de mensagens, outra pessoa reclamou da situação. “Pelo que tenho percebido só suspendem a turma do aluno que detectou positivo. Acharia prudente a escola toda suspender por 14 dias. Pois é uma escola pequena e que todos compartilham os mesmos lugares”, comentou.

Ainda segundo Gusmão, o Centro Educacional Leonardo da Vinci não estuda adotar suspensão geral.

O outro lado

Ao ser acionado pela reportagem, o Leonardo da Vinci informou que, em absolutamente todos os casos de teste positivo, a instituição comunica imediatamente às famílias, por meio de uma circular interna, direcionada apenas à turma em que ocorreu a confirmação da doença. “Os casos não têm ligação entre si e aconteceram de forma pontual”, afirmou a instituição.

De acordo com a escola, não há nenhum professor em quarentena no momento. “O último que teve já se recuperou e voltou às atividades.”

Seguindo protocolo da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, as escolas devem reportar todos os casos confirmados ou suspeitos de infecção pelo coronavírus.

“A escola faz contato com a Gerência Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal para comunicar o fato e tomar as providências cabíveis, que, comumente, são: afastar casos confirmados por 14 dias; suspender as atividades escolares presenciais da turma por 14 dias desde o último contato com os casos confirmados; comunicar e monitorar os contatos próximos; caso algum contato apresente sintomas, este deve procurar atendimento médico, realizar teste RT-PCR e permanecer em afastamento por 14 dias, conforme orientado acima”, finalizou a instituição.

Rede pública

A morte do professor Joseli Gomes de Farias, 53 anos, por Covid-19, registrada na última terça-feira (14/9), fez a Secretaria de Educação do Distrito Federal suspender as aulas presenciais do Centro Educacional (CED) Stella dos Cherubins Guimarães Trois, em Planaltina, na quarta-feira (15/9).

As atividades presenciais foram suspensas, a princípio, até esta sexta-feira (17/9), com previsão de retorno na próxima segunda (20/9). Segundo comunicado enviado aos docentes, pais, responsáveis e alunos da unidade de ensino, o período de afastamento se fazia necessário para observar o possível surgimento de sintomas em outras pessoas. A escola também comunicou que o espaço seria sanitizado.

Ao Metrópoles, nesta manhã, a Secretaria de Educação atualizou a informação e afirmou que o CED Stella dos Cherubins Guimarães Trois estará fechado até quarta-feira (29/9), para higienização e desinfecção da unidade. As aulas seguem de forma remota.

Segundo a professora Luiza Oliveira, há um surto de casos do novo coronavírus na instituição. Ela dá aulas na unidade e fez um relato nas redes sociais alegando que, pelo menos cinco professores tiveram diagnóstico positivo para a doença na escola. De acordo com Luiza, o professor Joseli já estava vacinado.

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