Foi iniciado, nesta terça-feira (12/3), o julgamento da médica Juliana de Pina Araújo, presa em flagrante por suspeita de ter envenenado e matado o próprio filho, João Lucas de Pina, que tinha 3 anos. Desde a época do crime, em junho de 2018, a pediatra está internada em uma clínica psiquiátrica.

Nesta terça (12), ela foi levada ao Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) em uma ambulância. Contudo, não precisou ser submetida a interrogatório, pois foi a vez de testemunhas de defesa e acusação serem ouvidas.

A tragédia ocorreu por volta das 17h40 de 27 de junho do ano passado, na 210 Sul, no quarto andar do Bloco J. A criança chegou a ser levada ao Hospital Materno Infantil (Hmib), mas os médicos não conseguiram restabelecer os sinais vitais. Ao lado do filho da servidora, havia uma mamadeira e remédios de uso controlado.

Segundo o porteiro do bloco contou à polícia, Juliana teria descido do apartamento e dito que tinha matado o próprio filho e tentado tirar a própria vida, após cortar o pescoço e os pulsos. Mãe e filho foram levados ao hospital pelo funcionário e um morador do prédio, no carro da própria médica.

“A criança estava desacordada e a mulher, toda ensanguentada. Não falava nada e tinha uma aparência abalada. A mãe dela [avó do menino] gritava por socorro”, explicou Gilberto Santos, o vizinho que prestou ajuda.

O primeiro destino foi o Hmib, para tentar salvar o garoto. Gilberto carregava o menino nos braços. Ele, a avó e a médica estavam no banco de trás enquanto o porteiro dirigia. João Lucas, contudo, não resistiu.