Uma festa de Carnaval infantil na terça-feira (5/3) causou polêmica nas redes sociais por trazer, entre as atrações, uma dupla de cantores de funk vestida de diabos. Parte da fantasia de um dos membros incluía a metade de uma boneca saindo pela cintura, nádegas falsas e uma saia cintilante. O show fez parte do “Carnaval Social”, projeto bancado pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal, no Riacho Fundo I.

“Minha bexiga vai explodir, quem vai beber o meu xixi?”, é um dos versos da música cantada pelos funkeiros. Entre as palavras da composição, também estava “diabo”, “estupro” e “Corote” – bebida à base de vodca que se popularizou neste Carnaval. Tudo isso é dito a uma plateia composta majoritariamente por crianças.

Procurado, o GDF não havia se manifestado até a última atualização deste texto.

“Festa do diabo”
O caso repercutiu na Câmara Legislativa. Nessa quarta-feira (6), o deputado Rodrigo Delmasso (PRB) anunciou que vai procurar o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para denunciar artistas que promoveram “a festa do diabo”.

De acordo com nota do próprio distrital – e post publicado no Instagram –, testemunhas criticaram o fato de um cantor se apresentar na presença de crianças com uma boneca presa à cintura. Além disso, condenaram outra ação do grupo musical: distribuir camisinhas ao público.

As letras das músicas de funk também incomodaram moradores, segundo o distrital. Para Delmasso, vice-presidente da CLDF e integrante da bancada evangélica, a atitude dos artistas violou o Estatuto da Criança e do Adolescente.