Familiares realizam missa de 7º dia do advogado morto no DF por Covid-19

A cerimonia foi realizada na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na 311/312 Sul. O defensor deixa filho e esposa

atualizado 14/08/2020 22:19

Vítima Covid-19Reprodução

Foi realizada, nesta sexta-feira (14/8), a missa de sétimo dia do advogado Eduardo Passos dos Santos (foto em destaque), 41 anos. O defensor morreu por complicações causadas pelo novo coronavírus.

A cerimonia foi realizada na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na 311/312 Sul. O defensor deixa esposa e o filho, de apenas 1 mês de vida. Ele morreu no dia 8 de agosto.

Eduardo estava internado havia 10 dias em decorrência da doença. Do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), onde deu entrada, foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante, por ter apresentado complicações e precisar de suporte em unidade de terapia intensiva (UTI).

Pouco após conseguir o leito de UTI, contudo, o advogado acabou morrendo. Colegas e familiares reclamam de demora na garantia dos cuidados intensivos.

Ao lamentar a morte de Eduardo Passos dos Santos, na segunda-feira (10/8), a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Distrito Federal (OAB/DF) cobrou das autoridades explicações sobre o atendimento prestado.

“A OAB/DF manifesta seu pesar pelo falecimento do advogado Eduardo Passos dos Santos, 41 anos, vítima da Covid-19 no Distrito Federal. Neste momento de consternação, oferece suas condolências e solidariedade aos familiares e amigos. Cobra das autoridades informações sobre o caso com o objetivo de apurar a real situação da saúde no estado em face da pandemia“, diz a nota divulgada pela entidade.

Estado geral grave

Acionados pela reportagem, tanto o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (Iges-DF), gestor da UPA do Núcleo Bandeirante, quanto a Secretaria de Saúde do DF, responsável pelo HRC e pela regulação dos leitos, destacaram que o advogado apresentava quadro geral grave e tinha comorbidades para a Covid-19. Eles não confirmaram ou negaram ter havido demora no atendimento prestado ao paciente.

… E.P.S foi admitido em leito de UTI na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante no dia 29/07/2020. O paciente de 41 anos, obeso, hipertenso e diabético chegou em estado geral grave e recebeu toda a assistência médica com suporte necessário. Em razão de resultado de exames laboratoriais, no dia 7/8/20, foi solicitado para a regulação de leitos da Secretaria de Saúde, outra vaga de UTI com suporte dialítico. Infelizmente, no dia seguinte (8/8/20), o paciente evoluiu para o óbito”, destaca o Iges-DF.

Ao lamentar a morte e se solidarizar com a família do paciente, o Iges ressaltou que “a fila da regulação de leitos é controlada pela Secretaria de Saúde do DF, e atende de acordo com parâmetros técnicos de gravidade e tipo de leito”.

Ao Metrópoles, a Secretaria de Saúde detalhou, igualmente em nota, o encaminhamento do caso e também destacou que o paciente tinha comorbidades que contribuíram ao agravamento da doença. “Ressaltamos que a solicitação [por UTI] depende de liberação da Central de Regulação, que se encarrega de localizar o leito indicado e sua disponibilidade. Só após a autorização, o paciente é transferido”, concluiu.

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