DF: pessoas em contato com vítima de coronavírus testam negativo

Segundo Secretaria de Saúde, os exames foram feitos com aqueles que apresentaram sintomas da doença

Pacientes aguardam atendimento no pronto Socorro HranIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 29/03/2020 16:11

Pessoas próximas da primeira paciente morta pelo novo coronavírus no Distrito Federal passaram por exame de diagnóstico da doença. Nenhum deles apresentou resultado positivo, de acordo com a Secretaria de Saúde. Os exames foram feitos apenas em quem apresentava sinais da Covid-19.

“Fizemos testes em todos aqueles que apresentavam sintomas. Todos deram negativo”, confirmou o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Hage. A primeira paciente morta pela doença no DF se chama Viviane Rocha de Luiz. Ela tinha 61 anos.

Viviane Rocha, primeira vítima do DF de coronavírus
Viviane Rocha, primeira vítima do DF de coronavírus

Mesmo assim, a pasta continua em monitoramento de amigos, familiares e demais pessoas próximas. Viviane morreu na segunda-feira (23/03). Mas na data ainda não havia chegado a contraprova da doença — o primeiro exame foi inconclusivo. A confirmação do Laboratório Fiocruz saiu neste domingo (29/03).

A enfermeira especialista em saúde pública morreu no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Segundo o subsecretário de Vigilância à Saúde, de acordo com informação repassada pelo hospital, a paciente ficou todo período de internação no sétimo andar da unidade, reservado para pacientes da doença.

“Ela ficou isolada em uma unidade no sétimo andar. Não teve contato com outros pacientes. Foi a informação que recebi. Ela foi transferida como semi-intensiva. Quando ela chegou não foi para UTI, porque ainda não tinha a comprovação”, contou.

O caso

Viviane, que era assessora técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), entrou no Hran no domingo, dia 22 de março, com quadro de febre, desconforto respiratório e histórico de contato com paciente infectado pela Covid-19 que veio de São Paulo.

A situação dela era considerada mais grave por apresentar comorbidades. O boletim médico apontou que ela tinha obesidade mórbida, hipertensão arterial sem tratamento e era ex-tabagista.

Apesar do tratamento recebido, o quadro de Viviane evoluiu para parada cardiorrespiratória às 11h40 da última segunda-feira (23/03).

A especialista em saúde pública fez exame específico para a Covid-19. Contudo, o primeiro resultado foi inconclusivo. Depois, a contraprova seguiu para o laboratório da Fiocruz. Neste domingo (29/03), houve a confirmação da doença.

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