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Sem o Babydoll de Nylon, o Carnaval deste ano atraiu menos gente. E foi mais tranquilo do que em 2017. É o que revela balanço do GDF divulgado na tarde desta quarta-feira (14/2). Os 229 eventos programados para os quatro dias de folia contaram com 760,6 mil foliões. A expectativa era de 1,5 milhão (mesmo público do ano anterior).

“Cerca de 750 mil pessoas fazendo um carnaval bacana e diverso, que aconteceu não só no Plano Piloto, e isso é muito bonito. A tendência é crescer”, comemorou o secretário de Cultura, Guilherme Reis. Mesmo com quatro pessoas esfaqueadas na área central de Brasília, entre elas uma criança, diversas brigas, depredação de ônibus e metrô, as forças de segurança avaliam terem cumprido bem seu papel.

A PM colocou nas ruas 5,5 mil militares. “Em 2017, foram registradas 562 ocorrências até as 6h da Quarta-feira de Cinzas. Neste ano, tivemos 437 até o mesmo horário. Isso representa uma redução de 22,2%”, ressalta o secretário de Segurança, Cristiano Sampaio. Segundo ele, não houve nenhum assassinato nos eventos de Carnaval.

Antes mesmo de o GDF divulgar, oficialmente, o balanço do Carnaval 2018, o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) publicou a quantidade de ocorrências registradas no período da folia na capital do país. Os números não estão relacionados apenas aos eventos de Momo.

Segundo a entidade, foram pelo menos 1.481 registros criminais graves. Uma média de 296 crimes por dia, de sexta (9/2) a terça (13), entre homicídios, lesões corporais, vandalismo, furtos e assaltos. Um ato de violência a cada cinco minutos.

De acordo com a estatística divulgada pelo Sinpol, foram 38 atentados graves contra a vida, se somados os homicídios consumados (16), tentados(19) e latrocínios (roubo seguido de morte) tentados (3). Média de 7,6 por dia. Portanto, um a cada três horas e 15 minutos.

Mas nos bloquinhos de Carnaval, tudo transcorreu dentro da normalidade, segundo o GDF. Os bombeiros, por exemplo, atenderam apenas ocorrência de uma criança que caiu de um tablado. De acordo com o novo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luiz Cláudio, paralelo aos eventos, a corporação atuou em três afogamentos com morte — um em São Sebastião, um no Lago da Serra da Mesa, auxiliando os militares de Goiás, e outro em Corumbá 4.

Durante a folia, o Departamento de Trânsito (Detran) fez 1.549 autuações, contra 1.186 no ano passado. Somente de alcoolemia, foram 120. “Não tivemos mortes, nem feridos graves. Este foi um Carnaval tranquilo”, afirma Silvain Fonseca, diretor do órgão, que usou drones para flagrar os infratores.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) recolheu 118 toneladas de resíduos. Em 2015, foram 110 toneladas; 176 em 2016; e 95 toneladas no ano passado. A Agência de Fiscalização (Agefis) contou com 293 servidores durante o feriado.

Mais turistas
Brasília recebeu 25 mil turistas neste ano durante o Carnaval. De acordo com a Secretaria de Turismo, eles deixaram R$ 56 milhões na cidade. O número, de acordo com a pasta, cresceu 20% em comparação ao ano anterior.

 

 

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