Mirelle Pinheiro

PF desmonta esquema que fraudava a Caixa no Entorno do DF

Mandados foram cumpridos em Brasília (DF), Luziânia (GO) e em Valparaíso de Goiás (GO). Duas pessoas foram presas

atualizado

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1 de 1 PF - Foto: Divulgação/PF

Um grupo criminoso especializado na falsificação de documentos e na prática de fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras foi alvo da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (18/11), em Brasília (DF), Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO), no Entorno do Distrito Federal. Duas pessoas foram presas.

As operações Quimera e Hidra foram realizadas simultaneamente por compartilharem alvos e conexões investigativas.

Segundo as investigações, o grupo utilizava documentos de identidade falsos contendo dados de pessoas reais para abrir contas, obter empréstimos, contratar cartões de crédito e realizar saques irregulares do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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As medidas cumpridas foram autorizadas pela Justiça Federal de Montes Claros (MG)
As operações Quimera e Hidra foram realizadas simultaneamente por compartilharem alvos e conexões investigativas
O material será analisado pela Polícia Federal, que seguirá com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o entendimento sobre a atuação da organização criminosa
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O material será analisado pela Polícia Federal, que seguirá com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o entendimento sobre a atuação da organização criminosa

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As medidas cumpridas foram autorizadas pela Justiça Federal de Montes Claros (MG)

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As operações Quimera e Hidra foram realizadas simultaneamente por compartilharem alvos e conexões investigativas
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As operações Quimera e Hidra foram realizadas simultaneamente por compartilharem alvos e conexões investigativas

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Modus operandi

Conforme informações apuradas pela PF, os investigados deslocavam-se de Goiás para diversas cidades de Minas Gerais (MG) – entre elas Montes Claros, Francisco Sá, Janaúba, Bocaiuva, Pirapora e João Monlevade – onde efetuavam presencialmente as fraudes nas agências bancárias.

A análise de movimentações financeiras, registros bancários, laudos periciais e outros elementos obtidos ao longo da investigação revelou que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas e alto grau de especialização.

Parte dos valores ilícitos era distribuída entre contas de terceiros para ocultar a origem dos recursos, havendo indícios dos crimes de estelionato majorado, associação criminosa e uso de documento falso.

O cumprimento dos mandados

A Operação Quimera cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Luziânia (GO) e Valparaíso de Goiás (GO), visando colher novos elementos que auxiliem na identificação de integrantes da organização e no aprofundamento das provas já produzidas.

Já a Operação Hidra cumpriu quatro mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão em Valparaíso de Goiás (GO) e Brasília (DF), além do sequestro de valores que somam quase R$ 1,4 milhão. Duas pessoas foram presas.

As medidas cumpridas foram autorizadas pela Justiça Federal de Montes Claros (MG) e incluem, além das prisões e buscas, o acesso ao conteúdo de aparelhos eletrônicos apreendidos e o compartilhamento de provas com outras investigações em andamento e com a Caixa Econômica Federal, para subsidiar a recuperação do prejuízo e a reparação dos danos.

Durante as diligências, foram apreendidos eletrônicos e veículos.

O material será analisado pela Polícia Federal, que seguirá com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o entendimento sobre a atuação da organização criminosa.

À coluna, a Caixa informou que atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que envolvem a instituição e reforçou que o banco aperfeiçoa continuamente os critérios de segurança em movimentações financeiras, acompanhando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias diante dos modus operandi identificados.

“Adicionalmente, a Caixa ressalta que monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias como objetivo de identificar e investigar casos suspeitos. A instituição também esclarece que possui estratégias, políticas e procedimentos de segurança para a proteção dos dados e operações de seus clientes, contando com tecnologias e equipes especializadas para garantir a segurança de seus processos e canais de atendimento.”

 

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