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Igor Gadelha

Pivô de confusão no Senado já foi filiado ao PDT e doou para Bolsonaro

Pivô de confusão no Senado, Rodrigo Duarte disputa eleições desde 2008, passou pelo PDT e PP e doou para campanha de Jair Bolsonaro em 2022

18/10/2023 19:24, atualizado 18/10/2023 20:03
Reprodução
Rodrigo Duarte, Carlos Jordy e Nikolas Ferreira

O servidor Rodrigo Duarte, que se envolveu em uma confusão no Senado na tarde desta quarta-feira (18/10), após o término da CPMI do 8 de Janeiro, já foi filiado a diversos partidos e é apoiador declarado de Jair Bolsonaro.

Funcionário do gabinete do deputado bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), Bastos concorreu pela primeira vez em 2008, quando tentou uma vaga de vereador em São Gonçalo (RJ) pelo PTB. Na ocasião, acabou como suplente.

Quatro anos depois, ele concorreu a vereador novamente, mas pelo PDT, partido de Ciro Gomes. Em 2016, mudou novamente de sigla e saiu candidato à Câmara Municipal de São Gonçalo pelo PP.

Dois anos depois, em 2018, Bastos tentou ser deputado estadual pelo PRTB, mas não foi eleito. Em 2020, ele concorreu a vereador novamente pela mesma sigla, mas ficou apenas na suplência.

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Nas eleições de 2022, Bastos não foi candidato. Naquele pleito, porém, ele doou para Bolsonaro. Segundo dados da Justiça Eleitoral, o servidor doou R$ 10 reais para o então presidente da República, que tentava reeleição.

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Servidor foi exonerado

Duarte se envolveu em uma confusão nesta quarta no Salão Azul do Senado. Ele gritou palavras de ordem contra a relatora da CPMI, Eliziane Gama (PSD-MA), que pediu o indiciamento de Bolsonaro em seu relatório.

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MT) chegou a dizer que teria sido agredida pelo servidor. Bolsonaristas, entretanto, sustentam que Duarte não agrediu ninguém.

Parlamentares de oposição divulgaram um vídeo que mostram o deputado federal Rogerio Correia (PT-MG) dando um tapa na mão de Duarte, fazendo com que o celular do servidor caísse na cabeça de Soraya.

Após a confusão, mesmo sustentando que não agrediu ninguém, Rodrigo Duarte anunciou que será exonerado do cargo que ocupava no gabinete de Jordy, onde recebia R$ 3,7 mil entre salário e auxílios.