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É o bicho!

Cobras como pet: veja dicas para ter uma em casa

A criação delas não é algo tão simples e o futuro tutor deve estar atento às leis e responsabilidades com o animal

17/01/2020 05:30, atualizado 17/01/2020 08:01
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Reprodução/Tali Sampson-Unsplash
Cobras como pet: veja dicas para ter uma em casa

Criar cobras pode ser algo inusitado para alguns, mas cada vez mais pessoas estão tendo o réptil como pet. Entretanto, a criação de serpentes não é algo tão simples e o futuro tutor deve estar atento às leis e responsabilidades com o animal. Uma cobra pode ser comprada a partir de R$ 5 mil e viver de 20 a 30 anos.

Ao tomar a decisão, o tutor deve procurar um criadouro legalizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e ver quais tipos de cobra podem ser criadas em casa. Lembre-se que comprar animais de criadouros ilegais é considerado crime, além de apresentar riscos ao tutor.

De acordo com o médico veterinário especialista em répteis, Matheus Rabello, o local de compra do animal pode vir a interferir em vários fatores, principalmente no comportamento, causando possíveis acidentes. “As serpentes legalizadas vêm com microchip, que permite o controle do animal, e com nota fiscal. Além disso, as cobras nascidas em criadouros têm um temperamento mais dócil. As que vêm do tráfico ilegal e são retiradas de seu habitat, têm uma grande chance de serem agressivas”, alerta.

Em relação ao comportamento dos répteis, o especialista ressalta que o manuseio da serpente deve estar na rotina do tutor ao menos uma vez por dia. “Desenvolver o hábito de manusear o animal logo cedo pode ajudá-lo a desenvolver um perfil mais amigável e ajudar a identificar possíveis doenças, como as de trato respiratório, problemas digestivos e principalmente os problemas de pele”, conta.

O adestrador de animais Luís Zuccolo comprou uma jibóia amazônica, batizada de Oregon. O animal tem um jeito mais agressivo se comparado com o de outras serpentes legalizadas e pode atingir até dois metros. De acordo com o tutor, a serpente tem um temperamento forte e no início chegou a mordê-lo durante a fase de manuseio.

“Quando ele chegou era muito difícil e o Oregon avançava em mim. Mas aos poucos fui fazendo com ele um processo de treino. Hoje, ele deixa eu pegá-lo e inclusive fazer carinho. Quando ele está para trocar de pele, eu evito manuseá-lo. E a alimentação dele é a base de ratos. Dou a cada duas semanas”, conta.

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No início, a cobra chegou a dar uma mordida no tutor
Com o decorrer do tempo, Luís foi fazendo um trabalho de socialização para melhorar o comportamento de Oregon
Hoje, a cobra aceita ser manuseada e faz alguns passeios pela casa sob a supervisão do tutor
O veterinário especializado em répteis, Matheus Rabello, afirma que manusear a cobra é essencial para que ela desenvolva um comportamento mais dócil
Além disso, o tutor deve estar atento à troca de pele do animal e a possíveis doenças de pele
Luís tem uma jibóia conhecida pelo temperamento mais agressivo
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Luís tem uma jibóia conhecida pelo temperamento mais agressivo

Reprodução/ArquivoPessoal
No início, a cobra chegou a dar uma mordida no tutor
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No início, a cobra chegou a dar uma mordida no tutor

Reprodução/ArquivoPessoal
Com o decorrer do tempo, Luís foi fazendo um trabalho de socialização para melhorar o comportamento de Oregon
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Com o decorrer do tempo, Luís foi fazendo um trabalho de socialização para melhorar o comportamento de Oregon

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Hoje, a cobra aceita ser manuseada e faz alguns passeios pela casa sob a supervisão do tutor
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Hoje, a cobra aceita ser manuseada e faz alguns passeios pela casa sob a supervisão do tutor

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O veterinário especializado em répteis, Matheus Rabello, afirma que manusear a cobra é essencial para que ela desenvolva um comportamento mais dócil
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O veterinário especializado em répteis, Matheus Rabello, afirma que manusear a cobra é essencial para que ela desenvolva um comportamento mais dócil

Reprodução/ArquivoPessoal
Além disso, o tutor deve estar atento à troca de pele do animal e a possíveis doenças de pele
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Além disso, o tutor deve estar atento à troca de pele do animal e a possíveis doenças de pele

Reprodução/ArquivoPessoal
As cobras necessitam se alimentar de presas vivas e precisam de um terrário climatizado para viver bem
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As cobras necessitam se alimentar de presas vivas e precisam de um terrário climatizado para viver bem

Reprodução/ArquivoPessoal
Cuidados com a saúde

O tutor também deve estar atendo à alimentação, à saúde e ao ambiente para criar o réptil. De acordo com a bióloga Rachel Pereira, as cobras são animais ectotérmicos e precisam de um terrário climatizado.

“O terrário pode ser feito em um aquário climatizado, pois elas dependem do ambiente para atingir a temperatura corporal ideal. E o dono deve comprar todos os enfeites em petshop. É muito importante evitar colocar cascas de árvores, pois essas podem trazer fungos e bactérias para a cobra por meio de parasitas”.

Rachel ressalta que outro cuidado que o tutor deve ter antes de adquirir o pet é com o biotério legalizado, onde o tutor comprará a alimentação viva. “É importante estar ciente que a cobra se alimenta de ratos, aves ou coelhos. A presa viva precisa ser oferecida ao animal. Em alguns casos, ele pode recorrer a ratos congelados, que também são comercializados nos biotérios”, finaliza.