
Claudia MeirelesColunas

Infectologista orienta cuidados com gripes e resfriados no outono
De acordo com o especialista, a chegada do outono demanda cuidados adicionais devido ao aumento de doenças como gripes e resfriados
atualizado
Compartilhar notícia

É tempo de se despedir dos dias quentes e abrir espaço para o clima mais ameno do outono. A nova estação começa oficialmente nesta sexta-feira (20/3) e, junto com a queda nas temperaturas, cresce também a atenção com a saúde: nessa época, aumentam os casos de rinite, sinusite, gripe e outras doenças respiratórias.
A infectologista Renata Bernager, do Hospital Samaritano Botafogo, explica que o período de transição favorece o surgimento desses quadros. A combinação de temperaturas mais baixas, ar mais seco e maior exposição a agentes alérgenos contribui para uma queda na imunidade, deixando o organismo mais vulnerável a infecções e crises alérgicas.

Gripe e resfriado são a mesma coisa?
Apesar de frequentemente confundidos, gripe e resfriado não são iguais. A gripe é provocada pelo vírus influenza e costuma apresentar sintomas mais intensos, como febre alta, dores no corpo, fadiga acentuada e maior comprometimento das vias respiratórias. Já o resfriado, causado por outros vírus, tende a ser mais brando, com coriza, espirros e dor de garganta.
“A alergia sazonal, por sua vez, é uma reação do sistema imunológico a partículas como pólen, fungos e ácaros, caracterizada por espirros frequentes, coceira nos olhos e congestão nasal, porém, com ausência de febre”, completa a especialista.
Como se prevenir
De acordo com a médica, fortalecer o sistema imunológico é fundamental para atravessar a estação com mais saúde. Entre os cuidados recomendados estão: manter uma alimentação equilibrada; beber bastante água; praticar atividades físicas regularmente; manter a vacinação em dia; e evitar o consumo de álcool e tabaco.
Medidas simples também fazem diferença no dia a dia, como lavar as mãos com frequência, deixar os ambientes limpos e bem ventilados e evitar locais com acúmulo de poeira. “Com pequenas mudanças nos hábitos diários, é possível reduzir significativamente o risco de infecções respiratórias e crises alérgicas”, destaca a infectologista.
Atenção com as crianças
No caso dos pequenos, o cuidado deve ser ainda maior. Como o sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, eles ficam mais suscetíveis a infecções virais.
A pediatra Maria da Glória Neiva, chefe do serviço de pediatria do Hospital Vitória, orienta cuidar para que os ambientes fiquem sempre arejados, evitar contato com pessoas doentes, higienizar brinquedos e superfícies com frequência e garantir que a vacinação esteja em dia.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.








