
Claudia MeirelesColunas

Fibromialgia: médico lista estratégias para melhorar qualidade de vida
Especialista em dor, o anestesiologista José Marcos da Rocha Bastos ressalta que “viver com fibromialgia pode ser desafiador”
atualizado
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Pelos dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), em torno de 3% da população brasileira tem fibromialgia, doença que causa dor em todo o corpo, especialmente nos músculos e tendões. Em um artigo, o Ministério da Saúde pontua que a condição provoca fadiga, distúrbios do sono, ansiedade, alterações de memória e de atenção, além de cansaço excessivo e depressão. De cada 10 pacientes com o quadro, sete a nove são mulheres.
A síndrome também pode acometer homens, idosos, adolescentes e até crianças, conforme menciona o Ministério da Saúde. Especialista em dor, o anestesiologista José Marcos da Rocha Bastos ressalta que “viver com fibromialgia pode ser bastante desafiador“. Segundo o médico, algumas estratégias tendem a ajudar o paciente a melhorar a qualidade de vida. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, ele dá orientações.
Integrante da Clínica Saint Moritz, em Brasília (DF), o especialista aconselha primeiramente a “gerenciar o estresse”: “Essa reação natural do corpo em situações perigo ou pressão pode piorar os sintomas da fibromialgia”. Ele recomenda que o paciente tente técnicas de relaxamento, a exemplo da meditação, ioga ou respiração profunda. Outra estratégia é manter uma rotina. “Estabeleça uma programação diária que inclua atividades físicas leves, como caminhar ou alongar”, sugere.
O anestesiologista explica os benefícios de dormir bem para quem tem a doença. “O sono é fundamental para gerenciar a dor e a fadiga”, garante. Os pacientes com fibromialgia devem tentar descansar de sete a oito horas por noite e criar uma rotina de repouso regular. José Marcos instrui adotar uma alimentação saudável. Ele reitera que uma dieta equilibrada ajuda a reduzir a inflamação e melhora a energia.

Mais uma estratégia envolve a prática de exercícios leves, como ioga ou caminhada. O especialista sustenta que essas atividades atuam na melhora da flexibilidade e na redução da dor. O médico indica o paciente a buscar apoio: “Converse com amigos, familiares ou um terapeuta sobre como está se sentindo”. Entre as orientações, consta “aprender a dizer não”, com o objetivo de evitar se sobrecarregar com compromissos que possam piorar os sintomas.
Por fim, José Marcos da Rocha Bastos propõe usar técnicas de autocuidado. “Faça coisas que goste, como ler, ouvir música ou tomar um banho relaxante“, receita o especialista. O anestesiologista enfatiza sobre cada indivíduo com fibromialgia “ser único” e, por isso, deve encontrar as estratégias que mais funcionem na rotina e no convívio com a doença.

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