Chanel abandona couros exóticos e desfila no pre-fall em NY

Inspirada na relação da grife com a Big Apple, a coleção já traz alternativas às peles e faz referências ao Egito Antigo

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atualizado 05/12/2018 13:55

A semana está cheia de novidades da Chanel. Nessa segunda-feira (3/12), a grife francesa anunciou o banimento dos couros exóticos em suas peças. A categoria envolve crocodilo, píton, arraia, lagarto e outros animais. A lista também inclui as peles que já não são tão usadas pela marca. O motivo é a dificuldade em conseguir material de qualidade com origem ética.

O presidente da Chanel Fashion e Chanel SAS, Bruno Pavlovsky, disse que o futuro dos produtos de alta qualidade virá do know-how do ateliê da grife, focado, a partir de agora, na pesquisa de têxteis gerados por meio da indústria agroalimentícia. Além disso, vai levar um tempo até os atuais produtos com peles exóticas saírem das butiques.

Sob o comando do icônico Karl Lagerfeld, a maison desfilou nessa terça-feira (4) o pre-fall 2019 no Metropolitan Museum of Art, em Nova York. Esta é a edição 2018 da coleção Métiers d’Art, na qual a casa celebra o trabalho de todos os seus artesãos. Ainda segundo Pavlovsky, já nesta coleção, podemos ver exemplos dos materiais alternativos produzidos pelos ateliês.

Vem comigo saber os detalhes!


Inspirado pela visita de Coco Chanel a NY em 1931, o novo trabalho traz referências do Egito Antigo e está repleto de dourado, preto, marfim e novas versões de clássicos. Karl usou os tradicionais tailleurs em tweed com aplicações douradas e utilizou os conjuntinhos como sobreposição de vestidos mais leves em branco.

Colares cheios de detalhes resgatam a riqueza do imaginário egípcio. Como destaque, reproduções do couro de crocodilo surgem em pegada sofisticada, enquanto a textura craquelada complementa o brilho das botas em tom de amarelo metálico.

Quimonos fogem um pouco da paleta que compõe a coleção e brincam com tons, como vermelho e azul. Chapéus redondos injetam uma pegada retrô, ao mesmo tempo que o dourado explora a inspiração do Egito. Detalhe para o jeans, um retorno de tendências dos anos 2000.

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Faux croco no casaco preto e nas botas douradas, que brilharam na coleção

 

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Os tailleurs clássicos da grife funcionaram como sobreposições de vestidos mais leves

 

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Kaia Gerber com conjuntinho jeans: bem anos 2000

 

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Um dos poucos momentos em que a paleta variou no pre-fall 2019 da Chanel

 

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Kalasiri foi uma das referências egípcias que a Chanel trouxe para o novo trabalho

 

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Uma das estampas criadas para a coleção pelo pintor e grafiteiro francês Cyril Kongo

 

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Saia em tweed sobrepõe o vestido leve

 

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Look com aposta nos tons de dourado

 

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Colar carregado de detalhes e bolsa em forma de pirâmide

 

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Quimono colorido sobre vestido plissado

 

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Conjunto preto com estampas douradas

 

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Outra bolsa em formato triangular como referência às Pirâmides do Egito

 

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Preto e dourado são as cores mais presentes na coleção

 

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Vestido longo com mangas amplas

 

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Mix de transparência com tons metálicos

 

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Detalhes em marfim complementam o vestido branco

 

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Neste look, o dourado saiu um pouco das botas e ganhou vida no vestido

 

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Vestido com textura de veludo

 

Entre os highlights, estão a presença de Pharell Williams no casting e celebs, como Blake Lively,  Penélope Cruz, Margot Robbie, Juliane Moore e Cat Power. Esse foi o primeiro desfile apresentado no MET Museum desde 1982, onde anualmente acontece o baile MET Gala.

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Colaborou Hebert Madeira

SOBRE O AUTOR
Ilca Maria Estevão

Formada em psicologia pela Universidade Georgetown, em Washington (EUA). É apaixonada por moda e acompanha toda movimentação no universo fashion.

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